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Viva Maria: Ana Maria Gonçalves é destaque no festival de Paracatu

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Olá, gente amiga do nosso programa! Nesta edição, vamos atravessar os “Muros Invisíveis”, projeto que é uma das atrações do 3º Festival Literário Internacional de Paracatu, cidade histórica de Minas Gerais.

A abertura oficial aconteceu ontem e, até o próximo domingo, o evento nos dará a oportunidade de conhecer melhor o universo de pessoas e comunidades tantas vezes invisibilizadas, mas que têm uma trajetória de vida e de luta memoráveis.

Falo especialmente dos afroempreendedores e dos professores negros da rede de ensino local, que, reunidos na Praça da Matriz, promovem debates e reflexões sobre inclusão e respeito à diversidade racial, por meio de exposições e depoimentos.

Cá entre nós, tudo a ver com uma das personalidades homenageadas nesta 3ª edição do Festival: Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela é autora de Um Defeito de Cor, clássico da literatura brasileira sobre a escravidão, narrado em 951 páginas — não por acaso, um dos romances mais longos da nossa literatura.

Quem já leu garante: a grandiosidade da obra corresponde à sua importância. Que o diga nossa amiga Ruth Lucimar, ou Lu Gomes, para os íntimos. Leitora assídua de todos os gêneros, ela ama os livros e faz da leitura um exercício diário em sua vida.

Seja muito bem-vinda ao nosso programa!


Fonte: EBC Cultura

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Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:

“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”

Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.

A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:

“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”

A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.




Fonte: EBC Cultura

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