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Uso de guindastes segue liberado no Festival de Parintins

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Há poucos dias do início do 58º Festival Folclórico de Parintins, o uso de guindastes pelos bois Caprichoso e Garantido segue autorizado, pelo menos, por enquanto.

A decisão é do juiz do Trabalho André Luiz Marques Cunha Júnior, que negou o pedido do Ministério Público do Trabalho para suspender os equipamentos alegando o risco à integridade dos trabalhadores. 

Os guindastes são utilizados no festival como parte fundamental da cenografia dos bois, e ajudam a movimentar grandes alegorias, estruturas que chegam a ter dezenas de metros de altura, e a içar artistas que fazem parte das encenações. O uso dos guindastes é indispensável para dar vida à grandiosidade e ao efeito visual das encenações no bumbódromo. 

O magistrado levou em consideração pareceres técnicos apresentados pelos bois e validados pelo Corpo de Bombeiros do Amazonas, que não apontaram irregularidades e liberaram o uso, desde que cumpridos todos os requisitos de segurança. 

Nesta segunda-feira (23), o estado do Amazonas deve apresentar um relatório técnico e o Ministério Público do Trabalho deverá se manifestar na terça (24). Na quarta-feira (25), será realizada uma vistoria judicial no bumbódromo. Estarão presentes o juiz, um perito técnico, o Corpo de Bombeiros, representantes dos bois e do Ministério Público do Trabalho.

O laudo da inspeção poderá alterar o cenário. As agremiações devem arcar com os custos do perito e garantir a segurança de todos os envolvidos, incluindo o uso de equipamentos de proteção.

Fonte: EBC Cultura

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Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:

“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”

Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.

A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:

“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”

A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.




Fonte: EBC Cultura

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