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Seminário nacional discute fortalecimento e proteção de rodas de samba

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Pesquisadores, gestores públicos, lideranças culturais e representantes de rodas de samba de todo o Brasil reúnem-se para discutir os desafios e o papel dessas manifestações na vida cultural brasileira.

Com duração de três dias, 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, no centro da cidade do Rio de Janeiro, é organizado pelo Ministério da Cultura e traz reflexões sobre temas como economia criativa, patrimônio cultural, memória, participação social, promoção de políticas públicas, ocupação dos espaços públicos e desenvolvimento territorial.

O ministro da Cultura interino, Márcio Tavares, defende que as rodas de samba têm uma grande rede de produção cultural e preservam as tradições afro-brasileiras.

“Mais do que apresentações musicais, elas são ambiente de convivência, de memória, de educação popular, formação artística, emprego e renda, fortalecimento das redes comunitárias. As rodas mantêm viva essa tradição cultural que tem mais de 100 anos e envolve comunidades inteiras na sua realização. Acho que a gente ampliar esses instrumentos de valorização, de salvaguarda e de financiamento é muito importante”.

A programação inclui, ainda, debates com nomes como Helena Theodoro, Tadeu Kaçula, Nei Lopes,  Nilcemar Nogueira e Zé Luiz do Império, entre outros.

A cerimônia de encerramento está prevista para acontecer no Clube Renascença, no bairro do Andaraí, zona norte da cidade, com uma mesa de debates seguida de feijoada e roda de samba em homenagem à histórica sambista carioca Tia Surica.

Para mais informações, acesse as redes sociais do Ministério da Cultura.

 

*Sob supervisão de Fábio Cardoso




Fonte: EBC Cultura

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Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:

“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”

Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.

A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:

“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”

A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.




Fonte: EBC Cultura

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