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“O Atelier é a casa das dúvidas” fica em cartaz até 21 de agosto no RJ

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Uma mostra em que o processo criativo é o destaque. Assim é a exposição “O Atelier é a casa das dúvidas”, do artista Benjamin Rothstein, em cartaz na Galeria do Ibeu, no Rio de Janeiro.

Além dos trabalhos de Benjamin, em diversas linguagens e temas, como o tempo, a memória e a melancolia, a mostra apresenta momentos em que o próprio artista está presencialmente no local para produzir novas obras, permitindo que o público acompanhe ao vivo seu processo de criação.

O curador responsável, Bruno Miguel, explica como surgiu essa ideia.

“Achei muito importante para essa exposição tentar, de alguma forma, tornar o espectador íntimo desse processo criativo do Benjamin. E aí eu fiz uma proposição para ele de que a gente dividisse a galeria de arte do Ibeu, uma parte sendo uma galeria tradicional com a parede branca, com obras com espaçamento, e uma outra parte que a gente pudesse deslocar o atelier dele para a galeria e que ele durante o período da exposição desenvolvesse o hábito de ao invés de ir para o atelier, ir para a galeria e lá pensar, trabalhar, pintar, sempre com a possibilidade de um espectador entrar no espaço e se deparar com o work in progress”.

Conhecido por obras que transitam entre o desenho e a pintura, Benjamin Rothstein representa nos trabalhos expostos encruzilhadas do mundo, captando fragmentos diversos do cotidiano, sem preocupações com a beleza tradicional e narrativas lineares.

Bruno Miguel dá mais detalhes sobre o estilo do artista.

“O trabalho dele tem uma característica de sempre desconcertar o espectador. Ele tem um vocabulário pictórico e imagético, bem fora do tradicional. É um trabalho que mais do que apresentar respostas, ele meio que desconcerta o espectador e deixa a gente sempre com dúvidas assim, mas uma dúvida boa, sabe? Quando você é obrigado a lidar com algo que você gera um interesse, mas você não sabe explicar exatamente como aquilo te afetou, porque te afetou, de que forma, e isso gera uma investigação dentro de nós mesmos como espectadores”.

O curador destaca, ainda, porque, assim como no título da mostra, o ateliê é uma casa de dúvidas.

“A gente vai para o atelier, a maior parte das vezes, para desenvolver o pensamento. Não é só para executar algo que a gente pensou. Estar nesse local torna suscetível toda uma fruição de possibilidades de pesquisa, desenvolvimentos técnicos, críticas conceituais, análise de imagens. É todo esse entorno, meio que opera influenciando a cabeça do artista. O Atelier é a casa das dúvidas, vem daí”.

A mostra fica em cartaz até o dia 21 de agosto, na Galeria do Ibeu, no bairro do Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro. A entrada é franca!


Fonte: EBC Cultura

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Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:

“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”

Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.

A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:

“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”

A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.




Fonte: EBC Cultura

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