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Mauricio de Sousa, 90: o autor que ensinou uma legião de fãs a ler

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Nesta segunda-feira, dia 27 de outubro, o quadrinista Mauricio de Sousa, chegou aos 90 anos com uma legião de leitores que aprenderam a ler com os gibis da Turma da Mônica. O trabalho, que começou pelas tirinhas publicadas em 1959 no jornal Folha da Manhã, com os personagens Bidu e Franjinha, se transformou num fenômeno cultural numa época em que o mercado era dominado por quadrinhos estrangeiros. 

Nas páginas dos gibis, mais de 400 personagens foram desenhados, entre eles, figuras inspiradas nos dez filhos do quadrinista: Mônica, Magali, Marina, Maria Cebolinha, Professor Spada, Marcelinho, as gêmeas Vanda e Valéria, Nimbus e Do Contra. 

Mauro Sousa, o filho que inspirou o personagem Nimbus, assumiu a diretoria da empresa Mauricio de Sousa Produções ao lado da irmã Marina, neste ano. Ele também interpreta o pai na cinebiografia em cartaz nos cinemas, e fala sobre a busca do quadrinista em se atualizar. 

“Os assuntos que estão sendo falados em sala de aula, nas ruas, nas escolas. Eu penso que essa postura dele é um dos principais motivos desse sucesso que ele tem há 60 anos. É, porque aí ele realmente se atualiza. A marca Turma da Mônica está sempre relevante entre as pessoas, porque a gente realmente, é, quer estar dentro desse universo que está acontecendo hoje. Assim que nós acreditamos que a Turma da Mônica vai ser perene.

Em entrevista à TV Brasil, em 2015, prestes a completar 80 anos, Mauricio de Sousa falou sobre o dinossauro Horácio, considerado seu alter ego. 

“Todo autor de historinha põe um personagem com a sua filosofia de vida, sua maneira de encarar a vida, o mundo. E, de certa maneira, geralmente esses personagens são animais. Eu gostaria de ser parecido com um dinossauro, realmente. Mas como o Horácio, um tiranossauro rex, poderoso, e vegetariano ao mesmo tempo. Não é de briga, ele consola as pessoas, ajuda todo mundo, tá sempre na boa. Assim eu vou continuar gostando do Horácio, em ser o Horácio, já que o pessoal diz que eu sou”. 

Nascido em Santa Isabel, na região metropolitana de São Paulo, Mauricio de Sousa não apenas formou gerações de leitores, mas seu trabalho também contribuiu para o surgimento de novos desenhistas e quadrinistas no país. 

A obra de Mauricio foi para além das páginas dos gibis, e a trajetória dele é contada na tela do cinema em “Mauricio de Sousa – O Filme”, com direção de Pedro Vasconcelos.

Mauricio de Sousa também é homenageado no programa Caminhos da Reportagem da TV Brasil, que vai ao ar nesta segunda-feira às 23h. 

*Com colaboração de Ana Graziela Aguiar


Fonte: EBC Cultura

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Tela Brasil: Lula lança plataforma com mais de 500 obras audiovisuais

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Mais de 500 obras audiovisuais brasileiras disponíveis de forma gratuita. Isso é o que oferece a plataforma Tela Brasil, lançada neste sábado (30), pelo governo federal.

É o primeiro serviço público de streaming audiovisual, ou seja, vídeos sob demanda, do país. Entre as obras disponíveis estão curtas, longas e médias-metragens, filmes e séries, produzidos entre 1910 e 2025.  

A seleção contempla diferentes formatos, períodos históricos, regiões do país e expressões culturais, como cinemas negros e indígenas, produções dirigidas por mulheres, conteúdos voltados à infância e juventude, além de obras ligadas à memória, à sustentabilidade, à justiça climática e às identidades culturais brasileiras.

Na cerimônia de lançamento da plataforma Tela Brasil, no Rio de Janeiro, o presidente Lula afirmou que a ferramenta vai ajudar os brasileiros na compreensão do país.

“A Tela Brasil e o investimento em cultura que o Ministério está fazendo, a participação de vocês vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que que nós somos assim? Por que que nós fazemos assim? E a gente não tem nem informação de quanto a cultura representa pro desenvolvimento econômico, pro desenvolvimento profissional do nosso país. Cada coisa pequena, cada filme envolve milhares de pessoas, envolve centenas de pessoas trabalhando. Cada peça de teatro é centenas de pessoas, cada show musical é dezenas e centenas de pessoas. E a gente não tem dimensão. Mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”.

A ministra da cultura Margareth Menezes destacou que esse é um primeiro passo para fortalecer a soberania do povo por meio da cultura.

“Uma plataforma gratuita onde o povo brasileiro vai poder se ver, pesquisar, teremos ali uma diversidade grande da produção. Então, esse é o primeiro passo pra gente conseguir também fazer com que o povo se reconheça e fortalecer a nossa identidade, fortalecer o nosso audiovisual, fortalecer a soberania do nosso povo através da nossa cultura. É isso que o presidente falou: o povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, que as nossas histórias são lindas”.

Mais de 300 obras da Tela Brasil já têm recursos de acessibilidade como audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras. As demais receberão os recursos ainda neste ano.  

Além da oferta gratuita de conteúdo, a plataforma foi concebida para operar sem publicidade, sem cobrança de assinatura e sem rastreamento comportamental para fins comerciais.  

O acesso à plataforma será por meio do site telabrasil.cultura.gov.br, com login pela conta Gov.br. As versões para os sistemas Android e IOS estarão disponíveis em até 30 dias.

Ainda durante cerimônia de lançamento da plataforma foi assinado um acordo de parceria entre o Ministério da Cultura e a EBC, Empresa Brasil de Comunicação, para permitir a integração gradual do acervo da TV Brasil à plataforma Tela Brasil.  

Ao todo, mais de 150 títulos da emissora pública serão disponibilizados, somando mais de 3 mil horas de conteúdo audiovisual brasileiro.

O acordo também prevê que futuros licenciamentos realizados pela EBC possam incluir a exibição das obras na Tela Brasil, ampliando o acervo disponível ao público.  

 


Fonte: EBC Cultura

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