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Festival ‘ÌYÁ’S leva oficinas artísticas a escolas de Salvador

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Uma outra aula começa quando o sinal toca. Em vez da lousa e da carteira, o palco, a dança e a performance tomam conta do espaço escolar. Assim se apresenta o ‘ÌYÁ’S Festival de Mulheres Negras nas Artes da Cena, que chega à nona edição com um passo além: oficinas formativas em escolas públicas de Salvador. Segundo a idealizadora e produtora executiva do projeto, Juliana Monique, a proposta é conectar estudantes e artistas negros em ações que cruzam a arte e a educação.

“Dentro da programação, dentro das relações que a gente construiu, foi visando mesmo, eu estou em sala de aula, sou professora também da rede e percebi a demanda mesmo da nossa comunidade escolar em atividades artísticas, mas atividades artísticas que tivessem esse viés de não só a formação, mas também essa sensibilização que tocasse no campo da identidade, que tocasse no gênero, mais com essa leveza, com essa poética.”

Dez oficinas gratuitas são realizadas por atrizes convidadas e selecionadas do festival, alcançando jovens do ensino fundamental e médio de cinco escolas em cinco bairros: Itapuã, Cajazeiras, Nazaré, Ribeira e Cabula.

“[…]Então vai ser um festival com muita busca por identidade, inclusive na própria oficina falando dos processos criativos dessas mulheres. “

O ‘ÌYÁ’S Festival de Mulheres Negras nas Artes da Cena acontece de 18 a 26 de julho em Salvador, com apresentações, oficinas e ações formativas voltadas à valorização da produção artística e intelectual de mulheres negras. A programação completa é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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No Recife, Museu da Abolição reabre integralmente para o público

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Após vários anos sem receber exposições, o Museu da Abolição, localizado no bairro Madalena, em Recife, reabre integralmente para o público com as mostras “Que herança você vai poder?” e “Restituir o Possível”.

Na exposição “Herança”, que contou com curadoria de Alex de Jesus, os trabalhos de 29 artistas foram reunidos a partir de uma indagação sobre o que restou ao povo preto brasileiro após a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel, em 1888. Dividida nos eixos presente, passado e futuro, vários artistas contemporâneos buscam refletir sobre essa herança.

A segunda exposição, “Restituir é Possível”, traz uma seleção de pouco mais de 100 peças do próprio acervo do museu, produzidas originalmente por mais de 20 etnias de 12 países africanos.

Retomada

Após reforma na parte estrutural encerrada em 2022, o museu havia retomado sua programação apenas com iniciativas e atividades culturais, sem receber exposições. Pelas redes sociais, a diretora substituta do espaço, Fabiana de Lima Sales, destacou que as exposições eram o elemento que faltava para que fosse cumprida em sua totalidade a missão institucional do museu, de preservar, divulgar e valorizar a memória, os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afrodescendentes.

“Pela primeira vez, o Museu da Abolição vai ter uma exposição de longa duração, que é o principal cartão de visita da maioria dos museus, totalmente pensada, elaborada, produzida em diálogo com a sua missão institucional e com as questões que estão na pauta do dia do debate sobre história, memória, cultura afrobrasileira e a sua relação com o processo de abolição da escravidão da forma inacabada como aconteceu aqui no Brasil.”

O Museu da Abolição foi criado em 1957, pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em homenagem aos abolicionistas João Alfredo e Joaquim Nabuco. Depois de passar pelos processos de desapropriação, tombamento e restauro, o espaço foi oficialmente inaugurado no dia 13 de maio de 1983.


Fonte: EBC Cultura

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