Cultura
Festa Literária de Ouro Preto começa nesta quinta-feira (20)
Cultura
A cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais, vai se transformar em um grande polo de efervescência cultural a partir desta quinta-feira (20), com a Festa Literária de Ouro Preto. O evento reúne feira de livros, lançamentos, saraus, rodas de conversas e apresentações artísticas.

A organização é do Grupo Editorial Caravana. Leonardo Costaneto, curador do evento e editor sênior do grupo, fala sobre o objetivo da festa.
“O objetivo do evento, que não acontece por acaso no dia 20 de novembro, é celebrar nossa memória, a nossa ancestralidade, a nossa diversidade cultural, levando em conta, obviamente, o dia 20 de novembro, que é o dia da Consciência Negra. É um grande encontro em torno da literatura e diversidade”.
Entre os participantes estão escritores, artistas, profissionais do mercado editorial, professores e estudantes. Leonardo Costaneto destaca que o evento deste ano vai receber o dobro de escritores em relação a última edição.
“No ano retrasado, nós recebemos aproximadamente 40 a 45 autores de várias partes do país, sobretudo da Caravana, que é a nossa editora organizadora do evento. Para este ano, nós estendemos o convite a autores independentes e a outras editoras também. Então, a expectativa é de receber aproximadamente 100 escritores do Brasil e também do exterior, além do público que deve passar pelo evento nos três dias de festa”.
A organização também procura valorizar os autores negros, incentivando a diversidade e a identidade brasileira. O evento acontece no Grande Hotel de Ouro Preto, até domingo. A entrada é gratuita.
Cultura
Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana
No 2 de Julho, as ruas do centro histórico de Salvador não celebram apenas a história. Elas ganham ritmo. Entre os personagens mais marcantes dessa engrenagem cultural estão as fanfarras escolares, que desfilam todos os anos, arrastando multidões e mantendo viva a memória da Independência Baiana.

Sob a liderança de Valteir Menezes, a Banda Marcial da Escola Municipal da Palestina (Bamup) reúne há 15 anos cerca de 60 jovens e veteranos da comunidade em uma rotina rigorosa que lhes rendeu o bicampeonato baiano. O regente, à frente da banda há mais de uma década, fala como surgiu a queridinha do bairro.
“A Bamup nasceu no dia 16 de abril de 2011 na própria sede aqui da Escola Municipal da Palestina. E ela nasceu não como fanfarra da rede, e sim como projeto Mais Educação na época. Um ano depois de ela ter surgido, eu fui convidado pela coordenação da SMED para a banda deixar de fazer parte do projeto Mais Educação para fazer parte das fanfarras da rede municipal. Foi quando recebemos o instrumental em 2012, todo instrumental dela de fanfarra, e daí em diante a gente passou a fazer parte de todos os desfiles cívicos do 2 de Julho de lá até aqui. Nessa trajetória de 15 anos, a fanfarra foi consagrada bicampeã baiana no campeonato que ela disputa desde de 2013. E em 2020, quando acabou a pandemia, nós nos tornamos banda marcial e retornamos as atividades em 2022. Em 2023, a banda foi para a sua primeira disputa como banda marcial e ela foi campeã. Em 2024 também fomos campeões baianos de novo como banda marcial.”
A alguns quilômetros da Palestina, a Famtesa, Fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Pirajá, é quem comanda o tom. Mr. Ball, maestro da fanfarra há mais de 25 anos, defende que o projeto, além de ser uma maneira de mostrar que nas comunidades existem muitos jovens talentosos, também é uma ferramenta de transformação social para a juventude local.
“Eu vejo a fanfarra na vida desses jovens na escola de bastante produção. Porque a fanfarra na escola, aqui, por exemplo, ajudou muito a disciplina dos alunos, o interesse deles com estudo. Eles se dedicaram mais aos estudos, diminuiu muito a evasão desses meninos na escola. E o mais importante, ajudou muito com que o tráfico não venha recrutar eles; a música num todo contribuiu muito com isso, pode ter certeza.”
Para além do civismo, o movimento das fanfarras em Salvador cumpre um papel social indispensável nas periferias e escolas públicas, funcionando como refúgio criativo e uma vitrine de talentos durante o ano inteiro.
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