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Festa de Olojá passa a fazer parte do calendário oficial de Salvador

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A Festa de Olojá, que reverencia o orixá Exu, agora faz parte do calendário oficial de eventos de Salvador.  A celebração também integra o projeto Agô Bahia, voltado para o incremento do afroturismo.

Essa quinta edição traz o tema “Do mercado ao mundo: Exu no calendário da cidade”, que faz referência justamente à introdução da celebração de matriz africana no calendário oficial das festas populares da capital baiana. 

Realizada pelo Terreiro Ilê Asé Ojisé Olodumaré – Casa do Mensageiro, junto com feirantes e outros parceiros, o festejo acontece na Feira livre de São Joaquim, a maior do gênero em Salvador. A Festa de Olojá – Senhor do Mercado está com a programação deste ano já em andamento e terá seu ponto alto nesta sexta e sábado.

Nesta sexta-feira acontece a 1ª Feira Preta São Joaquim Cultural, no Mercado da Memória Ancestral. Já no sábado, às 8h, haverá o Cortejo Olojá, o Xiré Olojá para todos os orixás; e a partir do meio-dia, quase 100 terreiros de candomblé, organizados em 40 barracas, distribuirão alimentos gratuitamente ao público. Segundo os organizadores, esse momento de partilha é um dos pilares do evento, reafirmando valores de coletividade, cuidado e responsabilidade comunitária, já que no candomblé, Exu Olojá é o Senhor do Mercado, representando o movimento, a troca, a comunicação e a prosperidade.

E, às 14h, o espaço o Palco Nagô recebe grupos oriundos das casas de santo, como afoxés, grupos de samba e manifestações populares, encerrando as celebrações deste ano do Orixá considerado o  Guardião dos Caminhos pelos candomblecistas. 


Fonte: EBC Cultura

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Nova edição do projeto Cariri Cangaço começa nesta quinta

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A cidade pernambucana de Betânia recebe mais uma edição do projeto Cariri Cangaço, desta vez no mês em que se relembra o Massacre de Angico, ocorrido em 28 de julho de 1938. Na ocasião, o bando de Lampião foi surpreendido e emboscado por tropas policiais na Grota do Angico, interior do estado de Sergipe, culminando com a morte do líder, de Maria Bonita e outros cangaceiros.

No evento, que começa nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo sábado (18), entre os principais atrativos estão as visitas a locais históricos da cidade de Betânia ligados ao cangaço. Estão previstas visitas aos sítios Taboquinha, Saco dos Pequenos e Melância, à comunidade Jurema e ao Centro de Betânia, onde serão abordados acontecimentos ligados à trajetória de Lampião e outros personagens ligados ao movimento cangaceiro.

A abertura do projeto é nesta quinta-feira, às 18h, no Clube Oásis do Sertão, com entrega de comendas para familiares das Volantes, dos Cangaceiros e das vítimas do bando de Lampião. Além da exibição do curta-metragem Achei no Sertão, do fotógrafo Aldamir Júnior, o evento tem a apresentação do grupo de xaxado Os Navieiros, e palestra com o historiador e pesquisador Louro Teles, autor do livro A maior batalha de Lampião: Serra Grande e a invasão de Calumbi

Outro destaque é o lançamento do livro Martírio no Cangaço da escritora e pesquisadora Luma Hollanda, que aborda a vida e a trágica morte da cangaceira Lídia e de sua relação com Zé Baiano, outro membro do bando de Lampião. Luma é membro da Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino e do Grupo Sergipano de Estudos do Cangaço.

Criado em 2009 pelo cearense Manoel Severo, o Seminário Cariri Cangaço nasceu em Paulo Afonso, na Bahia, durante as comemorações do Centenário de Maria Bonita. Ao longo dos anos se transformou em um evento itinerante de grande alcance, promovendo o debate, a pesquisa e o fortalecimento da história e da identidade cultural do sertão nordestino.
 


Fonte: EBC Cultura

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