Cultura
Fãs formam filas no Theatro Municipal para se despedir de Preta Gil
Cultura
Até o último minuto, fãs formaram fila no Theatro Municipal, no Centro do Rio de Janeiro, para se despedir da cantora Preta Gil. A aposentada Tereza Marques dos Santos, de oitenta anos, foi uma das primeiras a chegar.

“Vou esperar até a hora que tirarem o corpinho dela daqui, aí é a hora que eu vou me embora, mas enquanto eu puder ficar, eu vou ficar. Ela e o pai dela sempre deu alegria para vários com o mundo todo, com as músicas deles. Que ela mesma, assim, partindo, de força para os pais dela, para o filhão dela, a para a netinha dela, que Deus abençoe, que ela siga o caminho dela em paz, descanse em paz.”
O velório de Preta Gil ficou aberto ao público até 13h. No espaço onde estava o corpo de Preta foi montado um telão ao fundo, onde passaram diversas fotos da artista em shows, momentos com a família e amigos. Todas imagens felizes, para lembrar os bons momentos de Preta.
Abaixo do telão, dezenas de coroas de flores. Uma delas era do presidente Lula e da esposa, Janja da Silva, com a menção a música “Só o amor” de autoria da Preta. Na faixa, os dizeres: “Nasceu para voar, fez seu destino, tocou o céu e espalhou só o amor. O Brasil agradece sua luz”. Janja esteve no velório, acompanhada da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Uma curiosidade é que, ao longo da despedida, ficou tocando uma seleção de músicas animadas e isso foi um pedido da própria cantora em vida. Alguns artistas que passaram pelo velório foram as cantoras Ludmilla e Ivete Sangalo, o cantor Thiaguinho, a atrizes Regina Casé e Thais Araújo, os atores Marcelo Serrado e Caio Blat e o artista Thiago Abravanel.
Ao fim do velório, o corpo da de Preta Gil seguiu em cortejo em um carro do Corpo de Bombeiros, para cremação no Cemitério e Crematório da Penitência, no Caju, zona portuária do Rio.
Esse cortejo passou pelo Circuito de Carnaval de Rua Preta Gil, criado pela prefeitura do Rio para homenagear a artista. O circuito inclui as ruas do centro da cidade por onde o Bloco da Preta passava nos carnavais cariocas, arrastando quase um milhão de foliões.
Na noite passada, a prefeitura instalou placas de sinalização nas ruas que fazem parte do Circuito. Também há banners com a foto de Preta Gil presos nas árvores indicando o trajeto.
Cultura
Nova edição do projeto Cariri Cangaço começa nesta quinta
A cidade pernambucana de Betânia recebe mais uma edição do projeto Cariri Cangaço, desta vez no mês em que se relembra o Massacre de Angico, ocorrido em 28 de julho de 1938. Na ocasião, o bando de Lampião foi surpreendido e emboscado por tropas policiais na Grota do Angico, interior do estado de Sergipe, culminando com a morte do líder, de Maria Bonita e outros cangaceiros.

No evento, que começa nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo sábado (18), entre os principais atrativos estão as visitas a locais históricos da cidade de Betânia ligados ao cangaço. Estão previstas visitas aos sítios Taboquinha, Saco dos Pequenos e Melância, à comunidade Jurema e ao Centro de Betânia, onde serão abordados acontecimentos ligados à trajetória de Lampião e outros personagens ligados ao movimento cangaceiro.
A abertura do projeto é nesta quinta-feira, às 18h, no Clube Oásis do Sertão, com entrega de comendas para familiares das Volantes, dos Cangaceiros e das vítimas do bando de Lampião. Além da exibição do curta-metragem Achei no Sertão, do fotógrafo Aldamir Júnior, o evento tem a apresentação do grupo de xaxado Os Navieiros, e palestra com o historiador e pesquisador Louro Teles, autor do livro A maior batalha de Lampião: Serra Grande e a invasão de Calumbi.
Outro destaque é o lançamento do livro Martírio no Cangaço da escritora e pesquisadora Luma Hollanda, que aborda a vida e a trágica morte da cangaceira Lídia e de sua relação com Zé Baiano, outro membro do bando de Lampião. Luma é membro da Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino e do Grupo Sergipano de Estudos do Cangaço.
Criado em 2009 pelo cearense Manoel Severo, o Seminário Cariri Cangaço nasceu em Paulo Afonso, na Bahia, durante as comemorações do Centenário de Maria Bonita. Ao longo dos anos se transformou em um evento itinerante de grande alcance, promovendo o debate, a pesquisa e o fortalecimento da história e da identidade cultural do sertão nordestino.
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