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Dia do Livro: como o cinema e o carnaval impulsionam a venda de livros

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Entre as expressões artísticas que retratam a realidade, o cinema é considerado a sétima arte porque é capaz de reunir todas as demais: música, dança, pintura, escultura, arquitetura e literatura. Neste Dia do Livro, vale lembrar que, apesar das adaptações para as telas, a leitura garante que a história contada seja imaginada a gosto de cada leitor. Mesmo assim, há quem seja apaixonado pela leitura, mas não abre mão de conferir a adaptação da obra nos cinemas, por exemplo. É o caso da química Alícia Fuentes, de Brasília.

Eu gosto, por exemplo, de ler os livros antes da adaptação. Ver como o autor escreveu e tudo mais, para depois ver como foi adaptado. E aí ver aquele universo que eu só tinha imaginado, né, na tela, foi como poder viver aquela história de novo. Melhor ainda do que o livro, às vezes, em determinados momentos. Por isso que eu acho que, assim, vale muito a pena ler o livro antes da tela, porque eu acho que você vive a história duas vezes.

A escritora alagoana Cibele Tenório considera que as diferentes formas de arte se retroalimentam. Também apresentadora da Rádio Nacional da EBC, Cibele acredita, com base na própria experiência, que um bom filme pode levar o espectador à busca pelo livro, o que acaba sendo um incentivo à leitura.

Muitas vezes, o meu mundo foi povoado por filmes na infância, adolescência, que eram baseados em livros e eu nem sabia. E só depois eu ia descobrir que aquelas obras que eu amava eram, né, baseadas em livros. E muitas vezes essas obras me levaram para a fonte original, que era o livro. Eu acho que são coisas que se retroalimentam. Eu acho que é incrível quando outras manifestações artísticas podem fazer as suas interpretações dessas obras, o que não substitui também a leitura do livro.

No cinema, o longa-metragem “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, levou o primeiro Oscar brasileiro de Melhor Filme Internacional no ano passado. A história original foi contada no livro de mesmo nome, escrito pelo jornalista Marcelo Rubens Paiva, filho de Rubens Paiva. A obra, lançada em 2015, viu as vendas explodirem dez anos depois.

Cibele Tenório escreveu a biografia da sufragista alagoana Almerinda Gama. Ela revela que se sentiria honrada caso o livro fosse adaptado em um roteiro de filme e, mais ainda, se a história de Almerinda ganhasse outra forma de narrativa.

Eu acho muito legal série, filme. Pra mim seria uma honra se um dia, né, o meu livro “Almerinda Gama: A Sufragista Negra” fosse tema de qualquer adaptação, mas em especial das escolas de samba, que eu acho também que é um jeito tão único que a gente tem de contar histórias no Brasil, popularizar o livro, para que ele saia dessa coisa da livraria, da estante, e também ganhe as ruas. Eu acho que uma coisa retroalimenta a outra e eu acho muito saudável isso.

Assim como “Ainda Estou Aqui”, também esgotaram nas prateleiras os exemplares de “Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves. A obra, com quase mil páginas, fez sucesso no enredo da escola de samba Portela, o que aumentou o interesse dos leitores em conhecer de perto o livro original.

As adaptações de obras literárias devem respeitar os direitos autorais. Para que vire filme, é preciso que o título já esteja em domínio público. No Brasil, isso acontece 70 anos após a morte do autor. A obra também pode ser licenciada com autorização para adaptação, conforme explica o advogado especialista em direito autoral, Paulo Palhares.

A obra audiovisual é uma obra derivada da obra original. Então, em todos os casos, é preciso se referir a essa adaptação de que essa obra é uma obra derivada de um original. E é preciso garantir que, ou ela esteja em domínio público, ou que os direitos para a adaptação tenham sido licenciados pelos seus titulares. Garantir também que aquelas pessoas que eventualmente sejam responsáveis por fazer essa adaptação — isto é, quem vai transformar aquela obra literária em um roteiro — também tenham seus direitos e as suas obrigações regulados num contrato.

Desde 1995, a UNESCO celebra o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais em 23 de abril, data que marca a morte de grandes escritores mundiais como William Shakespeare.

*Com produção de Beatriz Evaristo e Dayane Victor.

Fonte: EBC Cultura

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Em Teresina, Cidade Junina começa nesta sexta com programação variada

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Teresina inicia, nesta sexta-feira (26), o seu principal arraial de São João. Até o próximo domingo (28), o Parque Potycabana volta a ser o anfitrião do Cidade Junina, que este ano chega a sua 32ª edição. O evento tem apresentações culturais, Bumba Meu Boi, feira gastronômica com comidas típicas e exposição de artesanato.

Christiane Alencar, diretora de Projetos Institucionais, destaca que, além dos shows com atrações nacionais e do estado, o arraial une o que é esperado pelo público, sem deixar de lado a manutenção da identidade do São João:

“A gente busca as músicas, as danças, a história dos figurinos. A gente busca resgatar a gastronomia, realçar isso, a fogueira, esses hábitos que são típicos do Nordeste e que, com a modernidade, isso vai sendo perdido […], com o dia-a-dia, e aí a gente busca realçar esses momentos nessa festa grandiosa que é o Cidade Junina.”

Programação

Nesta sexta-feira, tem apresentação do grupo de carimbó Flor de Liz, primeiro lugar na categoria Conjunto do 48º Encontro Nacional de Folguedos do Piauí, que leva para o arraial o espetáculo “Encantos do Boto”. Outro destaque é o tradicional Festival de Quadrilhas Juninas, que reúne 18 grupos de diversas cidades e mantém viva uma das expressões mais importantes do São João.

Além de encantar o público, as quadrilhas são avaliadas em vários quesitos, como explica João Rodrigues, presidente da Federação de Quadrilhas Juninas do Piauí:

“Na comissão avaliadora, são escolhidas seis pessoa: uma para presidir a mesa e cinco para avaliar. […] São dez itens avaliativos, da entrada até a saída: coreografia, figurino, tema, harmonia, casamento, repertório… e é sempre acirrada a disputa, todo mundo se prepara para o festival.”

Os shows de abertura, nesta sexta-feira, são de Kleiton Souza, Furacão do Forró, Dj Zero, Desejo de Menina e Felipe Caldas. Entre as atrações do sábado (27) e domingo (28) estão referências presentes nos arraiais, como Beto Barbosa, Felipão e Forró Moral, Lagosta Bronzeada e Álvaro Neto.

No dia 28 de junho, às 18h, o Cidade Junina vira uma grande festa de casamento. Ao todo, 135 casais vão dizer “sim”, em uma cerimônia comunitária em pleno arraial.

No Instagram @cidadejuninapi é possível acessar os detalhes da programação.

*Com produção de Luciene Cruz e sonoplastia de Jailton Sodré




Fonte: EBC Cultura

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