Cultura
Cristiane Sobral exalta a literatura preta no Viva Maria
Cultura
O programa Viva Maria desta segunda-feira, 27, convida os ouvintes para um mergulho profundo na literatura e na resistência feminina negra. Em comemoração ao Julho das Pretas e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela, a edição recebe a escritora Cristiane Sobral para uma conversa sobre o poder transformador da palavra.

O programa destaca a homenagem prestada à “heroína da pátria”, Carolina Maria de Jesus, durante o Festival de Inverno do Sesc em Brasília. Sobral, que é madrinha de um clube de leitura com mais de 300 participantes, discute como a obra de Carolina continua a ser um pilar de esperança e sobrevivência para mulheres negras brasileiras, defendendo, inclusive, a maior presença dessas obras em escolas e espaços prisionais.
Além das reflexões sobre o legado de grandes autoras, Cristiane Sobral traz uma novidade exclusiva: o lançamento de seu novo romance, intitulado “Para não chorar no fim”, previsto para setembro. A obra promete dar visibilidade aos cenários da periferia do Distrito Federal e da UnB, reforçando a importância da pertença e da identidade na literatura nacional.
A edição também repercute a sinergia da 12ª Marcha das Mulheres Negras, que mobilizou o Brasil no último fim de semana, e celebra nomes inesquecíveis como Clementina de Jesus, Conceição Evaristo e Lélia Gonzalez.
Cultura
Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira
Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:
“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”
Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.
A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:
“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”
A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.
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