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CineBH propõe até domingo, 28, reflexões sobre cinema latino-americano

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Começou nesta terça-feira (23) e segue até o próximo domingo a Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, que chega à 19ª edição como um espaço de formação de público, reflexão e difusão do audiovisual latino-americano.

A sessão de abertura teve a pré-estreia de “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. O longa-metragem foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar do ano que vem como melhor filme internacional.

O tema central do evento este ano é “Horizontes Latinos: Nós somos o Nosso Futuro?”. A interrogação busca refletir sobre a força do cinema latino-americano como ponto de resistência às interferências externas sobre o continente.

Entre os destaques, está o premiado “Marte Um”, longa de Gabriel Martins que retrata a vida de uma família negra da periferia da Grande BH. O ator mineiro Carlos Francisco, que faz parte do elenco de “Marte Um” e também de “O Agente Secreto”, é o grande homenageado do CineBH desta edição, presente em oito filmes entre longas e curtas. A coordenadora do festival, Raquel Hallak fala sobre os eixos temáticos da mostra.

“A mostra traz 101 filmes em pré-estreia nacional, internacional, organizado em várias sessões temáticas. Temos a Mostra Território, que é a mostra competitiva do evento, que valoriza novos cineastas; a Mostra Conexões, que propõe diálogos criativos entre diferentes filmes e países da América Latina”.

A mostra traz ainda filmes em pré-estreias aguardadas, como “Enterre seus mortos”, de Marco Dutra, adaptação do romance de Ana Paula Maia, e “Morte e Vida Madalena”, de Guto Parente.

Dentro da programação acontece também o “Brasil CineMundi”, evento que conecta profissionais do audiovisual brasileiro e de outros países. A coordenadora da Mostra CineBH, Raquel Hallak, comenta sobre as atividades para além da exibição dos filmes.

“A CineBH oferece sessões gratuitas, debates, oficinas, sessões especais para escolas. E também atividades voltadas para o mercado audiovisual, com a realização do Brasil CineMundi. Isso democratiza o acesso ao cinema, estimula o olhar crítico e aproxima as pessoas da produção audiovisual independente. Então, mais que um festival de cinema, a mostra é um espaço de encontro, de reflexão e de construção cultural”.

A Mostra CineBH segue até domingo, dia 28 de setembro, em nove espaços da capital mineira e é totalmente gratuita, só retirar os ingressos nas bilheterias dos cinemas uma hora antes de cada sessão. Mais detalhes da programação no site cinebh.com.br.


Fonte: EBC Cultura

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Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana

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No 2 de Julho, as ruas do centro histórico de Salvador não celebram apenas a história. Elas ganham ritmo. Entre os personagens mais marcantes dessa engrenagem cultural estão as fanfarras escolares, que desfilam todos os anos, arrastando multidões e mantendo viva a memória da Independência Baiana.

Sob a liderança de Valteir Menezes, a Banda Marcial da Escola Municipal da Palestina (Bamup) reúne há 15 anos cerca de 60 jovens e veteranos da comunidade em uma rotina rigorosa que lhes rendeu o bicampeonato baiano. O regente, à frente da banda há mais de uma década, fala como surgiu a queridinha do bairro.

“A Bamup nasceu no dia 16 de abril de 2011 na própria sede aqui da Escola Municipal da Palestina. E ela nasceu não como fanfarra da rede, e sim como projeto Mais Educação na época. Um ano depois de ela ter surgido, eu fui convidado pela coordenação da SMED para a banda deixar de fazer parte do projeto Mais Educação para fazer parte das fanfarras da rede municipal. Foi quando recebemos o instrumental em 2012, todo instrumental dela de fanfarra, e daí em diante a gente passou a fazer parte de todos os desfiles cívicos do 2 de Julho de lá até aqui. Nessa trajetória de 15 anos, a fanfarra foi consagrada bicampeã baiana no campeonato que ela disputa desde de 2013. E em 2020, quando acabou a pandemia, nós nos tornamos banda marcial e retornamos as atividades em 2022. Em 2023, a banda foi para a sua primeira disputa como banda marcial e ela foi campeã. Em 2024 também fomos campeões baianos de novo como banda marcial.”


Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação
Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação

Salvador (BA), 02/07/2026 – FOTO DE ARQUIVO – Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação – Gov BA/Divulgação

A alguns quilômetros da Palestina, a Famtesa, Fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Pirajá, é quem comanda o tom. Mr. Ball, maestro da fanfarra há mais de 25 anos, defende que o projeto, além de ser uma maneira de mostrar que nas comunidades existem muitos jovens talentosos, também é uma ferramenta de transformação social para a juventude local.

“Eu vejo a fanfarra na vida desses jovens na escola de bastante produção. Porque a fanfarra na escola, aqui, por exemplo, ajudou muito a disciplina dos alunos, o interesse deles com estudo. Eles se dedicaram mais aos estudos, diminuiu muito a evasão desses meninos na escola. E o mais importante, ajudou muito com que o tráfico não venha recrutar eles; a música num todo contribuiu muito com isso, pode ter certeza.”

Para além do civismo, o movimento das fanfarras em Salvador cumpre um papel social indispensável nas periferias e escolas públicas, funcionando como refúgio criativo e uma vitrine de talentos durante o ano inteiro.
 


Fonte: EBC Cultura

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