Cultura
Cidade do Rio terá movimento intenso, com até oito milhões de foliões
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O carnaval carioca, um dos maiores do país, deve atrair cerca de oito milhões de foliões, em diferentes eventos espalhados pela capital fluminense. Além dos tradicionais desfiles, blocos e festas de Carnaval, muitos turistas vêm ao Rio de Janeiro nesse período também atraídos pelas inúmeras opções de turismo.

Nos aeroportos, a expectativa é receber, entre pousos e decolagens, cerca de 700 mil passageiros durante o período. No Galeão, quase 240 mil devem circular em voos internacionais e 361 mil em voos domésticos.
Nesse período também aumenta a movimento de turistas e cariocas em direção ao interior do estado. A Ponte Rio-Niterói, principal via de acesso para quem sai da capital fluminense com destino às praias da Região dos Lagos, deve receber mais de 1,8 milhão de veículos até 23 de fevereiro, segundo a concessionária Ecovias Ponte. Nesta sexta-feira (13), a previsão é de quase 150 mil veículos.
Outro ponto de grande movimento é a Rodoviária Novo Rio. A previsão é de mais de 65 mil passageiros circulando no local só nesta sexta, o dia de maior saída da cidade. Até o dia 23 de fevereiro, o terminal deverá movimentar mais de 530 mil viajantes, entre embarques e desembarques, um crescimento de 2% em relação ao ano passado.
O assessor de imprensa Henrique Souza, de Minas Gerais, é um desses passageiros. Ele está indo curtir a folia no Rio com o namorado e amigas. A expectativa é grande, pois eles já conhecem a cidade, mas não o carnaval carioca.
“A gente está bem ansioso porque é a primeira vez no Carnaval da cidade. Vamos ficar na casa de parentes na Barra da Tijuca e, pelo fato já conhecemos grande parte da cidade, vamos aproveitar somente os blocos da região da Barra e também alguns da zona sul. Pelo fato também da gente ter mesclado o nosso roteiro com blocos e também com as praias. A gente pretende ficar grande parte dos dias também nas praias, né? Porque a gente viu que a previsão é de sol durante todos esses dias”.
Para reforçar a segurança no período, a Ecovias Ponte realiza uma operação de Carnaval. Entre as medidas estão monitoramento 24h, viaturas de inspeção em pontos estratégicos e equipes especializadas para atendimento mecânico e remoções.
Algumas recomendações para os motoristas são: fazer inspeção antes da viagem, usar sempre o cinto de segurança, nunca dirigir sob efeito de álcool e respeitar o limite de velocidade.
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Nova edição do projeto Cariri Cangaço começa nesta quinta
A cidade pernambucana de Betânia recebe mais uma edição do projeto Cariri Cangaço, desta vez no mês em que se relembra o Massacre de Angico, ocorrido em 28 de julho de 1938. Na ocasião, o bando de Lampião foi surpreendido e emboscado por tropas policiais na Grota do Angico, interior do estado de Sergipe, culminando com a morte do líder, de Maria Bonita e outros cangaceiros.

No evento, que começa nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo sábado (18), entre os principais atrativos estão as visitas a locais históricos da cidade de Betânia ligados ao cangaço. Estão previstas visitas aos sítios Taboquinha, Saco dos Pequenos e Melância, à comunidade Jurema e ao Centro de Betânia, onde serão abordados acontecimentos ligados à trajetória de Lampião e outros personagens ligados ao movimento cangaceiro.
A abertura do projeto é nesta quinta-feira, às 18h, no Clube Oásis do Sertão, com entrega de comendas para familiares das Volantes, dos Cangaceiros e das vítimas do bando de Lampião. Além da exibição do curta-metragem Achei no Sertão, do fotógrafo Aldamir Júnior, o evento tem a apresentação do grupo de xaxado Os Navieiros, e palestra com o historiador e pesquisador Louro Teles, autor do livro A maior batalha de Lampião: Serra Grande e a invasão de Calumbi.
Outro destaque é o lançamento do livro Martírio no Cangaço da escritora e pesquisadora Luma Hollanda, que aborda a vida e a trágica morte da cangaceira Lídia e de sua relação com Zé Baiano, outro membro do bando de Lampião. Luma é membro da Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino e do Grupo Sergipano de Estudos do Cangaço.
Criado em 2009 pelo cearense Manoel Severo, o Seminário Cariri Cangaço nasceu em Paulo Afonso, na Bahia, durante as comemorações do Centenário de Maria Bonita. Ao longo dos anos se transformou em um evento itinerante de grande alcance, promovendo o debate, a pesquisa e o fortalecimento da história e da identidade cultural do sertão nordestino.
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