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Carnaval: ingressos das frisas do Sambódromo do Rio estão disponíveis

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Recomeçaram esta manhã as vendas de ingressos das frisas no Sambódromo do Rio para o Carnaval 2026. Para quem não conhece a passarela do samba, as frisas são áreas exclusivas, com seis lugares, onde os espectadores podem assistir aos desfiles mais próximos da pista.

Segundo a Liesa, Liga Independente das Escolas de Samba, a comercialização desses espaços acontece diretamente na plataforma da Ticketmaster, com pagamento à vista, por PIX. Nesta etapa, a venda é destinada apenas a pessoas físicas e os valores são os mesmos da primeira fase de comercialização, realizada no último dia 18. Eles variam entre R$ 1.800 e R$ 10.000.

Os interessados devem acessar a plataforma, entrar na fila de espera e, em seguida, escolher o dia e setor desejados. Cada pessoa vai poder comprar uma única frisa por vez. Então, quem quiser ingressos para mais de um dia de desfile, terá de concluir o primeiro pedido, efetuar o pagamento e depois retornar ao menu da plataforma para realizar nova solicitação. No entanto, o comprador só poderá adquirir uma frisa por dia de desfile e também para o Sábado das Campeãs.

Os desfiles do Grupo Especial do Carnaval 2026 estão marcados para os dias 15, 16 e 17 de fevereiro, reunindo quatro agremiações em cada um. No dia 21, Sábado das Campeãs, retornam à passarela as seis escolas de samba com as melhores notas.


Fonte: EBC Cultura

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Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana

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No 2 de Julho, as ruas do centro histórico de Salvador não celebram apenas a história. Elas ganham ritmo. Entre os personagens mais marcantes dessa engrenagem cultural estão as fanfarras escolares, que desfilam todos os anos, arrastando multidões e mantendo viva a memória da Independência Baiana.

Sob a liderança de Valteir Menezes, a Banda Marcial da Escola Municipal da Palestina (Bamup) reúne há 15 anos cerca de 60 jovens e veteranos da comunidade em uma rotina rigorosa que lhes rendeu o bicampeonato baiano. O regente, à frente da banda há mais de uma década, fala como surgiu a queridinha do bairro.

“A Bamup nasceu no dia 16 de abril de 2011 na própria sede aqui da Escola Municipal da Palestina. E ela nasceu não como fanfarra da rede, e sim como projeto Mais Educação na época. Um ano depois de ela ter surgido, eu fui convidado pela coordenação da SMED para a banda deixar de fazer parte do projeto Mais Educação para fazer parte das fanfarras da rede municipal. Foi quando recebemos o instrumental em 2012, todo instrumental dela de fanfarra, e daí em diante a gente passou a fazer parte de todos os desfiles cívicos do 2 de Julho de lá até aqui. Nessa trajetória de 15 anos, a fanfarra foi consagrada bicampeã baiana no campeonato que ela disputa desde de 2013. E em 2020, quando acabou a pandemia, nós nos tornamos banda marcial e retornamos as atividades em 2022. Em 2023, a banda foi para a sua primeira disputa como banda marcial e ela foi campeã. Em 2024 também fomos campeões baianos de novo como banda marcial.”


Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação
Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação

Salvador (BA), 02/07/2026 – FOTO DE ARQUIVO – Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação – Gov BA/Divulgação

A alguns quilômetros da Palestina, a Famtesa, Fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Pirajá, é quem comanda o tom. Mr. Ball, maestro da fanfarra há mais de 25 anos, defende que o projeto, além de ser uma maneira de mostrar que nas comunidades existem muitos jovens talentosos, também é uma ferramenta de transformação social para a juventude local.

“Eu vejo a fanfarra na vida desses jovens na escola de bastante produção. Porque a fanfarra na escola, aqui, por exemplo, ajudou muito a disciplina dos alunos, o interesse deles com estudo. Eles se dedicaram mais aos estudos, diminuiu muito a evasão desses meninos na escola. E o mais importante, ajudou muito com que o tráfico não venha recrutar eles; a música num todo contribuiu muito com isso, pode ter certeza.”

Para além do civismo, o movimento das fanfarras em Salvador cumpre um papel social indispensável nas periferias e escolas públicas, funcionando como refúgio criativo e uma vitrine de talentos durante o ano inteiro.
 


Fonte: EBC Cultura

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