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Balé Teatro Castro Alves seleciona artistas-pesquisadores

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Considerado um dos principais grupos de dança do país, o Balé Teatro Castro Alves, sediado em Salvador, está com inscrições abertas para selecionar três artistas-pesquisadores de qualquer estado do país para investigar a trajetória dos 45 anos do grupo.

As inscrições para o projeto  “Memórias em Movimento” estão abertas até o dia 25 de maio no site da Fundação Cultural do Estado da Bahia,  no endereço ba.gov.br/fundacaocultural.  Além do formulário de inscrição, o edital com todo o regulamento e demais pré-requisitos também está disponível no site.

A investigação acadêmica sobre a história da companhia poderá ser desdobrada para produtos artísticos de diversas naturezas, tais como trabalhos de dança, performances, criações musicais, registros ou ensaios fotográficos, obras audiovisuais, instalações ou outras intervenções artísticas que dialoguem com a memória e a trajetória do grupo. Será destinado um prazo de quatro meses para desenvolvimento da pesquisa envolvendo os processos criativos, as obras, os coreógrafos e os agentes técnicos que atuaram nestas mais de quatro décadas na construção da trajetória do Castro Alves.

O resultado da seleção dos artistas-pesquisadores está previsto para 4 de junho.

O Balé Teatro Castro Alves foi fundado em 1981 em Salvador, na Bahia. O grupo é a primeira companhia pública de dança do eixo Norte-Nordeste e a quinta companhia de dança no Brasil. Nesses 45 anos de história, ele passou a ser referência na dança moderna e contemporânea e já apresentou mais de 100 montagens de importantes coreógrafos.


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria é tema de pesquisa sobre comunicação e cidadania

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O programa Viva Maria desta segunda-feira, 17, segue em ritmo de celebração pelos seus 45 anos, com o projeto “Viva Maria na Academia”. Lançado em março deste ano, o projeto já identificou cerca de 30 trabalhos acadêmicos que têm o programa como objeto de pesquisa e analisam sua trajetória e contribuição para a comunicação pública e para a luta pelos direitos das mulheres.

A convidada desta edição é a jornalista paraense Gabriela Sobral Marques Feitosa, autora do trabalho “Viva Maria: uma voz em prol das mulheres no rádio”, defendido em 2012, no Instituto de Educação Superior de Brasília, o IESB.

Gabriela conta que seu interesse pelo programa surgiu depois de assistir, na TV Brasil, a uma reportagem do Caminhos da Reportagem sobre a trajetória de Mara Régia e sua atuação na Rádio Nacional da Amazônia. Paraense e amazônida, a pesquisadora se identificou com a relação construída pelo programa com as mulheres da região e com a capacidade do rádio de levar informação e cidadania.

Para desenvolver a pesquisa, Gabriela consultou arquivos dos jornais Correio Braziliense e Jornal de Brasília, além de bibliografia sobre mobilização social, comunicação popular e educomunicação. A partir da análise de conteúdo de diferentes edições do programa, ela investigou a contribuição do Viva Maria para a mobilização das mulheres e para a comunicação de interesse público.

O trabalho também aborda a relação do programa com o movimento de mulheres e destaca referências como o Centro Feminista de Estudos e Assessoria, o CFEMEA.

Na entrevista, Gabriela fala ainda sobre a importância de preservar, por meio da pesquisa acadêmica, a memória de um programa que há 45 anos articula informação, cidadania e defesa dos direitos das mulheres pelas ondas do rádio.

O Viva Maria também convida pesquisadores que tenham produzido artigos, trabalhos de conclusão de curso, dissertações ou teses sobre o programa a participar do projeto “Viva Maria na Academia”. Os interessados podem enviar informações sobre suas pesquisas para: vivamariaano45@gmail.com.


Fonte: EBC Cultura

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