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Artistas paraenses apresentam cotidiano amazônico em exposição

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Nesta quarta-feira (9), o Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso de Belém lança, às 19h, a edição de 2025 da exposição coletiva Imagens Cotidianas, reunindo obras de cinco artistas e fotógrafos paraenses que exploram, por meio de fotografias, desenhos e ilustrações, as múltiplas realidades vividas nas comunidades urbanas, ribeirinhas, quilombolas e indígenas da Amazônia. 

A proposta é provocar reflexões sobre o cotidiano amazônico a partir de olhares sensíveis e autorais que revelam camadas profundas da vivência na região.

Foram selecionadas obras que retratam as histórias, desafios e culturas da Amazônia. A exposição tem visitação aberta ao público com foco especial em artistas, fotógrafos, fotos, jornalistas interessados em artes visuais e cultura amazônica.

O artista Matheus Duarte faz o convite para exposição e para conhecer a produção dele. 

“Lá vou estar expondo, junto com outros artistas, algumas obras de uma série chamada ‘Pretos Azulados: estudos de azuis, brancos e cinzas’. Esse nome vem de uma ironia, de um termo que é pejorativo.  Então na série eu faço um compilado de retratos azuis que mostram uma melancolia na vivência do povo amazônico negro, fazendo com que o corpo conte uma história e mostre o peso da vivência do povo da Amazônia.”

A entrada é de graça e o espaço conta com recursos de acessibilidade como audiodescrição e interpretação em libras. A visitação é sempre de terça a sábado das 9h às 18h, aos domingos das 9h às 13h.


Fonte: EBC Cultura

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Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:

“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”

Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.

A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:

“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”

A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.




Fonte: EBC Cultura

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