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Artesanato alagoano ganha destaque na 64ª Semana de Design de Milão

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Até o próximo dia 26, a Itália sedia mais uma Semana de Design de Milão, ou Semana do Móvel, como também é conhecido o principal evento mundial de mobiliário e design. O Brasil chega a esta edição, a de número 64, como o maior produtor de mobiliários da América Latina e o 6º do mundo.

A feira reúne mais de 1,9 mil expositores de 32 países, distribuídos em quase 170 mil metros quadrados de área. Um dos destaques é o Salone Satellite, que reúne 700 jovens designers de diferentes nacionalidades. O segmento coloca em cena uma das grandes questões do design contemporâneo: a relação entre tradição manual e avanços tecnológicos. 

Um dos destaques do Brasil, no que diz respeito à identidade e diversidade, é a exposição “Alagoas Plural”, que integra o Fuorisalone, circuito externo com instalações e mostras espalhadas pela cidade italiana. A ideia é refletir sobre o papel da criação humana em um contexto de rápidas transformações tecnológicas e expansão da inteligência artificial.

Nesse cenário, a exposição alagoana apresenta peças que resultam de processos criativos profundamente ligados à experiência humana, à tradição e à identidade cultural.

São mais de 100 peças de mestres e artesãos do estado, que apresentam ao público um panorama da produção local, marcada pela tradição, pertencimento e ancestralidade, tendo como base três pilares do artesanato: cerâmica, entalhe em madeira e bordado.

As obras foram produzidas por 46 criadores, com destaque para a comunidade da Ilha do Ferro, além de 20 bordadeiras do município de Capela. Todos, apesar do conhecimento autodidata da maioria, se aglutinam sob o guarda-chuva da sensibilidade estética, rigor técnico e respeito ao meio ambiente.

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Fonte: EBC Cultura

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Museu recupera negativos fotográficos raros usados por Roquette-Pinto

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O Museu Nacional recuperou um conjunto raro de 8 negativos fotográficos em vidro e uma lanterna slide utilizados pelo pai da radiodifusão brasileira, Edgard Roquette-Pinto. Os itens estavam preservados sob a guarda da Fundação Biblioteca Nacional há mais de um século, e agora passam a integrar a coleção da Seção de Memória e Arquivo, a Semear, do Museu Nacional.

Tratam-se de chapas fotográficas antigas que funcionavam como “molde” inicial para geração de fotografias positivas em papel. As imagens, expostas em uma conferência na Biblioteca Nacional, em 1913, retratam culturas indígenas, elementos da natureza e exemplares associados à pesquisa científica.

O historiador Gustavo Alves Cardoso Moreira, da equipe técnica do Semear, e a conservadora-restauradora Ana Luiza Castro do Amaral, chefe do Laboratório Central de Conservação e Restauro da UFRJ, analisaram as imagens. O processo envolveu associações entre os negativos preservados da Biblioteca Nacional, a coleção histórica de pranchas fotográficas e os registros documentais da antiga coleção de negativos em vidro do Museu Nacional, perdida no incêndio de 2018.

O diretor do Museu Nacional, Ronaldo Fernandes, afirma que a colaboração entre as instituições é fundamental para preservação histórico-cultural do país…

“A verdadeira alma do Museu Nacional está na memória, nas ideias. Por isso, receber de volta esses negativos de 1913, que a Biblioteca Nacional guardou com tanto cuidado por anos, é como encaixar uma peça fundamental do nosso mosaico de artefatos, memórias e ideias. E o mais importante disso tudo é que garante que as próximas gerações conheçam o nosso passado para poderem olhar para o futuro. Ver o museu e a Biblioteca Nacional atuando em conjunto reforça o papel de ambas as instituições como grandes guardiãs da memória do Brasil”.

A restituição desses registros visuais significa um marco simbólico para o Museu, ao permitir o reencontro com documentos históricos insubstituíveis que preservam aspectos singulares da ciência, da cultura e das práticas institucionais de sua trajetória.

*Supervisão de Fábio Cardoso


Fonte: EBC Cultura

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