Várzea Grande
Vigilância em Saúde do Trabalhador: Protegendo quem move a cidade
Várzea Grande
A VISAT existe justamente para identificar, avaliar e intervir nesses fatores, evitando acidentes e doenças relacionadas ao trabalho
A equipe da Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT) retomou suas atividades em junho deste, e está reforçando o trabalho de prevenção e orientação junto aos profissionais de saúde. Os técnicos estiveram na UPA do Cristo Rei, em Várzea Grande, realizando uma visita técnica com o objetivo de acompanhar as condições de trabalho, orientar os servidores e reforçar medidas de proteção para garantir mais segurança e qualidade de vida no ambiente laboral. A visita in loco foi feita na semana passada.
Todos os dias, milhares de trabalhadores estão expostos a riscos que podem comprometer sua saúde e bem-estar. A VISAT existe justamente para identificar, avaliar e intervir nesses fatores, evitando acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
O serviço, desenvolvido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), vai muito além da fiscalização: a equipe realiza ações educativas, orientações, promoção da saúde e acompanhamento de casos de trabalhadores que sofreram acidentes ou desenvolveram doenças ocupacionais.
Segundo a enfermeira Joiele Amorim, integrante da equipe, o objetivo principal é acolher e orientar. “A VISAT não é apenas fiscalização, mas também acolhimento. É ouvir o trabalhador, entender sua realidade e propor soluções que garantam mais segurança no ambiente de trabalho.”
A gerente de Vigilância em Saúde, Cibele Paes de Barros, reforça a importância da notificação dos acidentes de trabalho. “Sempre que ocorre um acidente, o caso deve ser registrado no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN). Essas informações permitem ao Município planejar políticas públicas de prevenção e melhorar as condições de trabalho da população.”
Com a retomada das atividades, a VISAT vem fortalecendo sua presença nas unidades de saúde, levando orientação, prevenção e cuidado. O trabalho é essencial não apenas para a saúde e proteção dos trabalhadores, mas também para o desenvolvimento do Município. Afinal, cuidar de quem trabalha é cuidar da cidade.
Por que é importante notificar os acidentes de trabalho?
???? Previne novos casos — com os registros, é possível identificar os riscos e agir para evitá-los
???? Garante direitos ao trabalhador — a notificação é fundamental para acesso a benefícios e assistência adequada
???? Acompanha os setores de maior risco — possibilitando intervenções mais eficazes
???? Fortalece políticas públicas — com dados precisos, o município pode desenvolver estratégias para proteger a saúde de quem move a economia local
Várzea Grande
Informação ajuda mulheres a reconhecer a violência e buscar proteção em Várzea Grande
Antes da agressão física, muitas vezes existe o controle. Antes do medo, podem surgir os ciúmes excessivos, as ameaças, as humilhações, as palavras que diminuem, o controle do dinheiro, das roupas, das amizades e até do celular.
Nem toda violência deixa marcas visíveis no corpo. Algumas deixam marcas silenciosas, que podem durar anos.
Em Mato Grosso, somente em 2025, 7.159 mulheres vítimas de violência doméstica foram acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar. O número representa uma média de quase 597 mulheres atendidas todos os meses e é 26,3% maior que o registrado em 2024, quando 5.670 mulheres foram assistidas pelo programa.
Em Várzea Grande, a dimensão do problema também aparece nos números do Judiciário. Ao longo de 2025, foram registrados 1.421 novos processos de medidas protetivas de urgência na comarca, uma média de quase 118 pedidos por mês. O dado não representa o total de mulheres vítimas de violência, mas mostra quantas buscaram a proteção da Justiça diante de situações de violência doméstica e familiar.
O cenário pode chegar ao extremo da violência: Mato Grosso registrou 27 feminicídios no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Polícia Civil do Estado.
É diante dessa realidade que o Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, reforça uma mensagem que precisa chegar a todas: nenhuma mulher precisa enfrentar uma situação de violência sozinha.
Na manhã desta segunda-feira (17), mulheres atendidas pela Unidade de Saúde da Família do Jardim Eldorado, em Várzea Grande, participaram de uma palestra sobre os direitos das mulheres e os caminhos existentes para buscar proteção e orientação.
A atividade foi conduzida pelas advogadas Patrícia Campos e Adriana Ragnini, da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher da OAB de Mato Grosso.
Durante o encontro, as participantes foram orientadas sobre os diferentes tipos de violência previstos na legislação, os mecanismos de proteção e a importância de não naturalizar comportamentos agressivos.
A violência pode ser física, mas também psicológica, moral, sexual e patrimonial. Uma ameaça, uma humilhação constante, o controle financeiro, a perseguição ou a tentativa de impedir que a mulher tenha contato com familiares e amigos também podem fazer parte do ciclo de violência.
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) estabelece mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher e prevê medidas de proteção para mulheres em situação de violência.
Mais do que falar sobre leis, a palestra buscou fortalecer a autoestima e a coragem para pedir ajuda.
“É importante que a mulher saiba reconhecer os sinais da violência e entenda que ela tem direitos e uma rede que pode acolhê-la. Muitas vezes, a informação é o primeiro passo para que ela consiga romper esse ciclo e buscar proteção”, destacou a responsável técnica da unidade, Thalita Almeida.
A orientação também foi para que as mulheres não esperem a violência chegar à agressão física para procurar ajuda. O medo, a ameaça, a humilhação e o controle também precisam ser levados a sério.
A mensagem deixada durante o encontro foi simples, mas necessária: a mulher não está sozinha. Existe uma legislação que pode protegê-la, serviços que podem orientá-la e uma rede de atendimento preparada para acolher quem decide pedir ajuda.
Em Várzea Grande, o Centro Especializado de Atendimento às Vítimas (CEAV) funciona no Fórum da cidade, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, oferecendo acolhimento e orientação. O serviço também atende pelo WhatsApp (65) 3688-8404.
Em maio deste ano, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande também passou a funcionar em regime de plantão 24 horas, ampliando a proteção e o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar. O telefone de contato é (65) 98173-0670.
Porque romper o silêncio nem sempre é fácil. Mas nenhuma mulher deve ser convencida de que sofrer é normal.
Informação protege. Orientação fortalece. Denunciar pode salvar uma vida.
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