Várzea Grande
Várzea Grande articula com MPE criação de Comitê para Recuperação de Ativos
Várzea Grande
A criação do Comitê será um marco para o fortalecimento da arrecadação municipal e promete impactar diretamente na capacidade de investimento da gestão pública em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e o Procurador-Geral do Município, Maurício Magalhães Faria Neto, se reuniram ontem (30), com o Procurador-Geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca Costa, o Procurador de Justiça Paulo Prado e a subprocuradora-geral de Planejamento e Gestão do Ministério Público, Anne Karine Louzich Hugueney Weigert. Na pauta, a criação de um Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos para o Município, com o objetivo de combater a evasão fiscal e recuperar valores devidos aos cofres públicos.
A criação do Comitê será um marco para o fortalecimento da arrecadação municipal e promete impactar diretamente na capacidade de investimento da gestão pública em Várzea Grande.
“Não existe política pública eficaz sem arrecadação. Ter recursos em caixa é o que garante investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura. Ao mesmo tempo, defendemos um IPTU Social, voltado a quem realmente precisa. Justiça fiscal também é olhar para os mais vulneráveis”, destacou a prefeita Flávia Moretti.
O Comitê pretende unir esforços entre o município, Ministério Público, Receita Estadual, Judiciário e demais órgãos competentes para mapear e responsabilizar grandes devedores. “É uma medida estruturante que permitirá um salto na recuperação de créditos municipais e no enfrentamento à sonegação fiscal”, afirmou o procurador Maurício Magalhães.
Rodrigo Fonseca Costa pontuou que a evasão fiscal é, muitas vezes, deliberada e não apenas fruto da inadimplência ocasional. “Há uma cultura de impunidade. Os municípios nunca nos encaminham representações sobre indícios de crimes de sonegação. Isso está previsto em lei. Podemos fazer mutirões, o que for necessário. O Ministério Público está à disposição”, reforçou o procurador-geral de Justiça.
Várzea Grande
Abilio provoca universitários e professores e diz que ajudam campanha de Flávio
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionou críticas a estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) durante o lançamento da Casa 22, realizado na terça-feira (13), na capital. No evento de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o prefeito usou provocações para se referir a grupos ligados à esquerda.
Ao desafiar integrantes das universidades públicas a fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio mencionou maconha, cocaína e a imagem do revolucionário Che Guevara.
“Vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara, vai com toda a porcaria que tá instalada dentro das nossas universidades públicas, às ruas pedir voto”, declarou.
Na sequência, o prefeito afirmou que manifestações de estudantes e professores identificados com a esquerda poderiam acabar favorecendo a candidatura adversária.
“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.
A fala ocorreu em meio à articulação de lideranças políticas e apoiadores da direita para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno. A Casa 22 foi organizada em Cuiabá para concentrar atividades e mobilizações da campanha no estado.
Durante o discurso, Abilio também abordou questões relacionadas à segurança pública, mencionando integrantes de facções criminosas e ameaças contra lideranças religiosas. Na ocasião, defendeu que pessoas envolvidas nessas situações não contem com apoio do governo estadual e citou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito que, segundo ele, teria feito ameaças.
O prefeito ainda pediu empenho dos apoiadores para ampliar a votação do candidato do PL em Mato Grosso. Na avaliação dele, o estado poderia contribuir com mais 200 mil votos no segundo turno. “Cada voto conta”, afirmou, ao estimar que a diferença nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula poderia ficar entre 2 milhões e 3 milhões de votos.
As declarações ampliam o tom de confronto político adotado por Abilio contra setores ligados à esquerda e às universidades públicas durante a campanha presidencial. O evento reuniu apoiadores e lideranças alinhadas ao PL em torno da estratégia de mobilização eleitoral no estado.
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