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Saúde e cidadania movimentam comunidades em Várzea Grande

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Essas ações integram um conjunto de estratégias da Prefeitura de Várzea Grande para aproximar os serviços de saúde da população e garantir que ninguém fique de fora quando o assunto é cuidado e prevenção

Este sábado, 2 de agosto, foi dia de cuidar da saúde e fortalecer os laços com a comunidade em Várzea Grande. Duas importantes ações de vacinação e serviços de Atenção Básica movimentaram o Município e mostraram que o fim de semana também pode ser momento de cuidar do bem mais precioso: a saúde.

No Residencial Colina Dourada, etapas 1 e 2, a mobilização começou cedo. Graças à articulação da equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, junto à Secretaria Municipal de Saúde, foi possível uma força-tarefa para a atualização do cartão vacinal dos moradores. A ação foi realizada das 8h às 16h e teve ótima adesão da população.

O estoquista Célio Fontoura da Costa, de 40 anos, foi um dos muitos moradores que aproveitou a oportunidade para colocar a saúde em dia. “Atualizei todas as vacinas que estavam atrasadas: tétano, hepatite B, tríplice viral e febre amarela. A vacinação é um cuidado com a vida”, destacou.

Além da vacinação, a ação contou com um mini-bazar solidário, com distribuição de roupas para os moradores, um gesto simples, mas que faz a diferença no dia de muita gente.

A responsável técnica executora da Assistência Social do Município, Ana Paula Curado, explica que a ação desenvolvida no Residencial é um trabalho contínuo que visa melhora a qualidade de vida das famílias beneficiadas pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”.

USF CRISTO REI – Enquanto isso, na Unidade de Saúde da Família do bairro Cristo Rei, a movimentação também foi intensa. Lá, a comunidade local teve acesso a uma série de serviços como vacinação, distribuição de vitamina A, exames preventivos (CCO), atualização do Bolsa Família, orientação odontológica com aplicação de flúor, atendimento médico com renovação de receitas e até atualização do cartão SUS, uma medida que a Secretaria tem reforçado junto à comunidade.

Foram mais de 180 atendimentos entre vacina, exame preventivo, orientação odontológica e troca de receita.

De acordo com o gerente da unidade, Douglas Moreira, ações aos fins de semana são cada vez mais importantes. “Muitos moradores trabalham durante a semana e não conseguem ir às unidades. Esse tipo de mobilização facilita o acesso e mostra o compromisso da gestão com a saúde da população.”

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande

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A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.

A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.

Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.

“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.

Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.

O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.

Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.

“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.

NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.

Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.

A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.

Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.

“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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