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Rosana Martinelli e “Rei do Porco” entram no radar de Wellington para vaga de vice

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A disputa pela vaga de vice na chapa do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso voltou a ganhar novos contornos. Após a saída do empresário Marcelo Maluf (Novo), dois nomes passaram a ser considerados com maior força nas articulações: a suplente ao Senado Rosana Martinelli (MDB) e o empresário Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco”, do PL.

Rosana é uma indicação da deputada estadual Janaina Riva (MDB), candidata ao Senado pela aliança com o PL. A escolha representaria mais um passo na aproximação entre as duas siglas, mas também poderia ampliar as divergências dentro do campo da direita, especialmente entre grupos bolsonaristas que rejeitam a composição com o MDB.

O nome da ex-prefeita de Sinop ganhou espaço depois que o MDB decidiu não apresentar chapa própria para a Câmara dos Deputados e concentrar sua estrutura eleitoral nas candidaturas ao Senado e à Assembleia Legislativa.

Nome do PL agrada ala conservadora

Outra possibilidade em discussão é a de Reinaldo Morais, empresário conhecido como “Rei do Porco”. Filiado ao PL, ele é defendido por uma ala mais conservadora da legenda, formada por lideranças alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A eventual escolha de Reinaldo, por outro lado, não acrescentaria um novo partido à composição de Wellington, já que ele integra o próprio PL. A indicação, portanto, teria como principal efeito fortalecer a articulação interna da legenda.

Wellington reabre negociação

A definição da vice voltou à estaca zero depois que Wellington rompeu, na sexta-feira (7), com Marcelo Maluf, que havia sido anunciado como candidato ao cargo pelo Novo poucos dias antes.

Antes de avançar com Maluf, o senador também negociou uma composição com o Podemos, mas as conversas não prosperaram. O partido presidido em Mato Grosso pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, decidiu apoiar a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Além de Rosana e Reinaldo, Wellington ainda avalia outras alternativas. Entre elas está o médico Alencar Farina (PL), nome defendido pelo senador Jayme Campos (União Brasil).

Outra possibilidade é a advogada Clariana Barão (DC), candidata à Presidência da República. Ela é sondada para desistir da disputa nacional e integrar a chapa de Wellington em Mato Grosso.

Com diferentes nomes ainda sobre a mesa, o senador terá até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas, para definir quem ocupará a vaga de vice-governador.

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Várzea Grande

Flávia promete providências após vídeo de Rogerinho com dinheiro

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou nesta quarta-feira (12) que está adotando medidas administrativas após a divulgação de um vídeo em que o diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Rogerinho Dakar (PSDB), aparece recebendo maços de dinheiro. A gestora, porém, não detalhou quais providências serão tomadas nem informou se considera afastar o diretor do cargo.

Questionada sobre as imagens e sobre a cobrança feita pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), Flávia evitou fazer uma avaliação sobre o conteúdo do vídeo. Segundo ela, ainda não estão esclarecidas informações como a data, o local e as circunstâncias em que a gravação foi feita.

“Sobre providências que o governador mencionou, é claro que eu estou tomando as minhas providências”, afirmou durante coletiva.

A prefeita disse que as medidas adotadas serão comunicadas posteriormente à população e à imprensa. Ela também revelou ter conversado com Rogerinho sobre o episódio e afirmou ter compreendido a explicação apresentada pelo diretor.

“Eu e o Rogério, hoje mesmo, nós tivemos essa conversa, eu entendi, compreendi totalmente o que foi dito, por isso que eu falei para ele que logo eu estarei tomando as minhas providências administrativas”, declarou.

Apesar da conversa, Flávia não esclareceu se Rogerinho continuará no comando do DAE-VG.

O diretor já havia se manifestado sobre o vídeo e afirmou que os valores recebidos seriam provenientes de uma negociação particular realizada por ele na condição de empresário. Rogerinho negou qualquer irregularidade relacionada ao DAE e colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição dos órgãos de controle.

A situação ocorre em meio à crise enfrentada pelo sistema de abastecimento de Várzea Grande e às discussões sobre o futuro do DAE. Na terça-feira (11), Pivetta afirmou que a responsabilidade pela gestão da autarquia é da Prefeitura e que cabe à prefeita decidir sobre eventuais medidas envolvendo o diretor.

Além de tratar do episódio envolvendo Rogerinho, Flávia afirmou que pretende acompanhar mais de perto as ações de recuperação do sistema de abastecimento. A prefeita disse que terá uma presença mais constante no DAE, mas descartou assumir diretamente a administração da autarquia.

“Não, vou tocar não, vou acompanhar”, afirmou.

 

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