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Prefeita prestigia solenidade de entrega de 460 moradias em Várzea Grande

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“Residenciais totalmente urbanizados vão além de moradia digna, representam direitos e segurança”, pontua Flávia Moretti

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), participou da solenidade de entrega de 460 moradias, na região do bairro Pirinéu, por meio do programa Ser Família Habitação, do Governo de Mato Grosso. Os contemplados receberão seus imóveis nos residenciais Chapada das Cerejeiras (355 apartamentos), Parque Hollywood (40 casas) e Hollywood II (65 casas), todos resultados de uma parceria entre o governo federal e o governo de Mato Grosso.

“É uma moradia digna. Urbanizada, um ambiente tranquilo, seguro para a família, para os idosos, para as crianças. Têm propósito e missão. Dar mais dignidade e dar direito e cumprir o dever do cidadão. E entregar o que cada um merece: cidadania, dignidade, e aqui, no caso, hoje, moradia segura”, declara Moretti.

E completou: “Aqui, também há um redimensionamento de água do condomínio e houve uma contrapartida das empresas por meio do Estudo de Impacto de Vizinhança para impulsionarmos a obra de Estação de Tratamento de Esgoto que está sendo construída no bairro Santa Maria a qual atenderá essa região”, disse.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), destacou que esse é um dia especial na vida de cada um dos futuros moradores do condomínio, por ser o dia em que um sonho se torna realidade.

“Esse é um dia que marca a vida de todos nós. Eu vejo nos olhos de vocês, que vão receber essas chaves, o quanto esse momento é importante. E agora nós criamos esse programa, que foi idealizado pela Virginia, é cobrado por ela, mas que tem a participação de muitas pessoas. Um programa já começa ajudando as famílias na entrada que elas têm de dar para comprar a casa própria, para que vocês possam entrar e ter a segurança de um lar”, conta.

A secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, essa ação representa o compromisso de todos com o direito constitucional à moradia. “Parabenizo a todos participantes por esta importante ação realizada, pois vimos o direito do cidadão à moradia digna sendo garantido”, destaca.

O casal Otávio Augusto Caron e Bárbara Monico, de 23 anos, recebeu suas chaves. Eles contam que são moradores do bairro Paiaguás e que sonhavam com este momento. “Estamos há sete anos juntos e esse é um passo grande em nossas vidas em termos dessa realização que é ter a nossa casa própria”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande

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A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.

A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.

Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.

“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.

Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.

O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.

Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.

“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.

NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.

Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.

A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.

Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.

“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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