Várzea Grande
Mais de 3,2 mil doses foram aplicadas durante mutirão em Várzea Grande
Várzea Grande
Vinte e quatro unidades de saúde funcionaram durante todo o sábado para ampliar, em parceria com o Rotary Club, adesão das famílias à campanha nacional
A Campanha Nacional de Vacinação – ‘Dia D’ – movimentou as 24 Unidades de Saúde da Família de Várzea Grande que funcionaram das 8h às 17h, oferecendo imunizantes da Poliomielite, HPV e demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. A ação nacional foi realizada em parceria com Rotary Club, que somou esforços com a Secretaria Municipal de Saúde para ampliar a adesão da população à campanha promovida pelo governo federal.
Durante todo o sábado, o movimento foi intenso. Adultos, crianças e idosos compareceram às unidades para atualizar a caderneta e reforçar a proteção contra doenças que voltaram a circular no país, como o sarampo e a poliomielite.
Ao todo, 3.278 doses de vacinas foram aplicadas durante nas 24 unidades de saúde do Município. A unidade que mais administrou imunizantes foi a do bairro Água Limpa, com 353 doses aplicadas, seguida a unidade do Parque do Lago, com 280, e do Manaíra, que registrou 261 doses administradas.
A superintendente de Atenção Primária à Saúde, Janaína Pinheiro, avaliou a ação como extremamente positiva e reforçou a importância do engajamento das equipes.
“O ‘Dia D’ é um grande mutirão de conscientização e cuidado. Nossas equipes se empenharam muito para alcançar cada vez mais pessoas, e os números refletem esse comprometimento. A vacinação é uma das estratégias mais eficazes de proteção coletiva e ver a comunidade participando é um sinal de que estamos no caminho certo”, destacou.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalom, reforçou que campanhas como essa representam um ato de amor e responsabilidade com a comunidade. “Divulgar e mobilizar ajuda a alcançar pessoas que muitas vezes não conseguimos atingir. A vacinação é um ato de amor próprio e também de amor à família e à comunidade. É uma forma de prevenir, diminuindo a circulação de bactérias e vírus, o que acaba protegendo todo o Município. Precisamos fortalecer as ações vacinais, porque doenças que já eram erradicadas estão voltando, como o sarampo, que causa graves complicações, especialmente nas crianças. Não podemos permitir que isso volte a acontecer”, afirmou.
Segundo Cuca Nogueira, governador assistente da Área 1 do Rotary Distrito 4440, a parceria com a Prefeitura foi essencial para o sucesso da mobilização. “Fazer parte dessa parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande foi muito enriquecedor. Estamos vendo resultados positivos, porque vários clubes do Rotary se envolveram ativamente, saindo de porta em porta, visitando escolas e creches, panfletando e chamando a população para o ‘Dia D’. Agradecemos à secretária por disponibilizar o escopo de vacinas que o Rotary trabalha, especialmente a da poliomielite, HPV e hepatite”, destacou.
Quem compareceu às unidades também reconheceu a importância da prevenção. A corretora de seguros Beatriz Antelo Borges, de 22 anos, levou a filha Ísis Antelo Nobre, de 2 anos, para tomar a vacina contra gripe e vitamina.
“Aproveitei o ‘Dia D’ porque é uma oportunidade prática para garantir a proteção da minha filha”, contou.
Já Karoline Aparecida Krüger, de 28 anos, levou os dois filhos, de 4 e 5 anos, e se surpreendeu ao ver o cartão de vacinas em dia. “Mesmo assim, faço questão de vir, porque prevenir é o melhor caminho. A saúde dos meus filhos sempre em primeiro lugar”, disse.
A campanha nacional busca aumentar as coberturas vacinais em todo o país e conscientizar sobre a importância da imunização para o controle e erradicação de doenças graves.
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Várzea Grande
CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande
A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.
A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.
Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.
“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.
Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.
O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.
Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.
“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.
NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.
Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.
A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.
Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.
“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.
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