Várzea Grande
Ex-vice fala em falta de diálogo, evita rótulos e afirma que vereadores devem “defender o povo” acima de disputas políticas.
Várzea Grande
Depois da renúncia, Tião da Zaeli falou sem muito filtro e deixou vários recados no ar. Disse que o momento teve emoção, que acabou sendo meio “destemperado”, mas garantiu que tudo o que falou foi verdadeiro e necessário.
Sobre a reação do partido, ele contou que não teve surpresa. Segundo Tião, o grupo já o conhece de longa data, desde a época do antigo PR, e entende bem o seu posicionamento. “Eu tenho um alinhamento só, um alinhamento verdadeiro”, afirmou. Ele disse ainda que, ao explicar a situação, ficou claro que vai continuar na política, lutando pelo partido e por Várzea Grande.
Quando o assunto foi a Câmara, Tião evitou entrar em jogo de base ou oposição. Preferiu jogar a responsabilidade para os vereadores e deixou um recado direto: “Defender o povo. Acima de qualquer divergência política, está o povo.” A fala veio no contexto de votações recentes, como o PCCS, que ele disse ter acompanhado com satisfação.
Apesar disso, não poupou críticas à situação da cidade. Segundo ele, Várzea Grande ainda enfrenta problemas sérios de infraestrutura e falta articulação política para avançar. Tião citou, por exemplo, a dificuldade de conseguir emendas, apontando que isso passa pela construção de grupo político, algo que, na visão dele, não aconteceu como deveria.
Questionado se a renúncia poderia significar o fim da sua trajetória política, ele descartou. Disse que política, para ele, não é carreira, mas missão. “Eu trato política como missão. Por isso que eu não tenho dificuldade de renunciar ou de candidatar de novo.”
No fim, o tom foi de quem sai do cargo, mas não do jogo. Entre críticas, recados e justificativas, Tião deixou claro que pretende continuar ativo e que a saída da vice-prefeitura é só mais um capítulo dessa trajetória.
Várzea Grande
Deputados de MT articulam apoio a Flávio e levam carta para Brasília
Uma articulação que reúne deputados estaduais de diferentes partidos de Mato Grosso formalizou, na quarta-feira (7), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. O movimento é liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), e foi registrado em uma carta assinada pelos parlamentares.
O documento será levado a Brasília nesta quinta-feira (8), durante um encontro nacional do Podemos com lideranças e parlamentares eleitos. A entrega ficará sob responsabilidade do deputado federal eleito Coronel Roveri (Podemos), que participará da agenda com Flávio Bolsonaro.
Segundo Max Russi, cerca de 18 deputados já haviam manifestado intenção de aderir à iniciativa. O grupo reúne nomes de siglas como Podemos, PL, MDB, PSDB, Republicanos e União Brasil, em uma composição que os participantes classificaram como suprapartidária.
Além de declarar apoio ao candidato do PL, a carta apresenta uma série de pautas que os parlamentares consideram prioritárias para Mato Grosso e para o país. Entre elas estão redução da burocracia, responsabilidade fiscal, diminuição dos juros, segurança jurídica e redução dos custos para empreendedores.
O agronegócio também ocupa espaço central no documento. Os deputados defendem medidas relacionadas à proteção da propriedade rural e à regularização fundiária, tanto em áreas urbanas quanto rurais. A segurança jurídica no campo é apontada como uma das condições consideradas necessárias para garantir estabilidade à atividade produtiva.
Na área da segurança pública, o grupo propõe maior integração entre os governos estaduais e a União no enfrentamento da criminalidade. A carta também aborda o cenário econômico, citando o endividamento das famílias e a necessidade, segundo os signatários, de criar condições para ampliar investimentos e estimular a atividade empresarial.
A mobilização ocorre poucos dias depois do primeiro turno e em meio às articulações para a segunda etapa da disputa presidencial, marcada para 25 de outubro. Em Mato Grosso, lideranças políticas de diferentes partidos passaram a declarar apoio a Flávio após o resultado das urnas.
A iniciativa liderada por Max também se soma ao movimento nacional do Podemos, que reúne representantes estaduais em torno da candidatura do PL. A carta deverá ser apresentada oficialmente durante a agenda em Brasília.
Com a adesão de parlamentares de diferentes legendas, o grupo pretende ampliar a atuação política em favor da candidatura de Flávio durante o segundo turno, com mobilizações nos municípios, participação em eventos e divulgação do posicionamento nas redes sociais.
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