Várzea Grande
Aluna de escola municipal conquista medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática
Várzea Grande
O município de Várzea Grande conquistou, pelo segundo ano consecutivo, uma premiação na 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). A estudante Allarice Aparecida Marques de Almeida, do 9º ano da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Maria Barbosa Martins, recebeu a medalha de bronze.
Nesta edição, 8.616 estudantes foram premiados nacionalmente com medalhas. Em Mato Grosso, 96% dos alunos participaram da competição, demonstrando o grande engajamento das escolas e das famílias mato-grossenses. Ao todo, o Estado registrou mais de 380 mil inscrições.
A cerimônia de premiação foi realizada na segunda-feira (13), no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e contou com a presença da reitora da instituição, Marluce Souza e Silva; da secretária de Estado de Educação, Flávia Soares; do coordenador regional da OBMEP, André Krindges; do diretor do Instituto de Matemática e Estatística da UFMT, Marcelino Alves de Páscoa; da chefe do Departamento de Matemática da universidade, Ana Lígia Soares; e do coordenador do Projeto de Iniciação Científica, Wilson Silas de Oliveira Nunes.
“Eu não esperava ganhar esse prêmio, mas meu coração ficou acelerado quando soube da classificação. Eu me empenhei muito, estudei em casa e me dediquei para as provas. Foi errando e tentando acertar que consegui essa conquista. Desde pequena gosto de me desafiar, não apenas na Matemática, mas também em outras áreas”, destacou Allarice.
Emocionada, a mãe da estudante, Cláudia Pereira de Almeida Silva, afirmou que a maior motivação da filha sempre foi aprender. “Ela gosta de resolver problemas de Matemática e de testar seus próprios conhecimentos. Cada olimpíada é uma oportunidade de descobrir até onde pode chegar e mostrar para si mesma que é capaz de superar novos desafios. Sempre percebemos essa vontade de aprender e ficamos felizes em ver que todo o esforço foi recompensado.”
Cláudia contou ainda que a filha é curiosa e interessada por diferentes atividades. “Além da Matemática, ela gosta de desenhar, pintar quadros, fazer crochê e costurar. Quando encontra algo de que gosta, dedica-se ao máximo e procura sempre dar o seu melhor. Esse interesse por desafios acabou refletindo também nas olimpíadas de Matemática.”
A diretora da EMEB Maria Barbosa Martins, Kelsilene Priste Gomes Borsonaro, ressaltou o orgulho da comunidade escolar com a conquista. “É muito gratificante ver o empenho da nossa estudante sendo reconhecido. Estamos aqui para celebrar essa conquista e o fato de ela representar tão bem a nossa escola.”
O coordenador regional da OBMEP, André Krindges, parabenizou os medalhistas e destacou a importância da disciplina na formação dos estudantes. “A OBMEP é o maior projeto de olimpíada estudantil do mundo. Nem países mais populosos que o Brasil conseguiram realizar uma competição dessa dimensão. Também agradeço às famílias, cujo apoio é fundamental para que os alunos participem e alcancem bons resultados.”
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, que possui forte ligação com a área da Matemática e incentiva o protagonismo feminino na disciplina, comemorou a conquista da estudante.
“Estou muito feliz em ver uma aluna da nossa rede recebendo essa premiação. Essa medalha representa muito mais do que um resultado individual; ela simboliza o esforço da estudante, o apoio da família e o compromisso da escola com a educação de qualidade. Todos estão de parabéns”, concluiu.
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Várzea Grande
Clima instável, queimadas e previsão de ‘super El Niño’ colocam a saúde em estado de alerta
Mudanças bruscas de temperatura, baixa umidade, fumaça e até mesmo chuvinha fora de época têm testado a imunidade dos várzea-grandenses, em especial, de crianças e idosos e deixando os profissionais da área em estado de atenção. A previsão para os próximos meses é de uma estiagem severa, com aumento de focos de incêndio e o atraso no retorno das precipitações. Antes mesmo do período de pico – esperado para a partir de julho – as unidades de Saúde já contabilizam aumento na procura por atendimento para problemas respiratórios.
A secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande destaca que, apesar da pressão do clima – que diminui a imunidade e facilita infecções virais – é possível adotar medidas simples que ajudam a atravessar o período adverso, como manter ambientes umidificados, bem ventilados e vacinação. Manter o cartão vacinal atualizado evita agravamentos dos quadros de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG’s), que são complicações severas de infecções virais (como Influenza, Vírus Sincicial Respiratório e Covid-19) e podem demandar internações e até mesmo, levar à morte.
A médica Clínico Geral, Thatiane Carvalho Moreira – da Unidade Básica de Saúde (UBS) ‘Binoca Maria da Costa’, no bairro da Manga, reforça que o momento exige cuidados redobrados com a saúde, pois, no período da seca, a baixa imunidade do ar vai ressecar as vias aéreas respiratórias e facilitar o agravamento de quadros como rinite, sinusite aguda, bronquite e também outras síndromes respiratórias. “As crianças e os idosos merecem uma atenção especial porque eles vão apresentar um maior risco de desenvolver complicações, principalmente, quando eles já possuem doenças pulmonares, cardíacas ou também baixa imunidade. É importante ter uma boa hidratação, realizar também lavagem nasal com soro fisiológico, evitar a poeira, fumaças, queimadas e também ambientes que sejam muito fechados e também manter a casa limpa, sempre passar um pano mais úmido, evitar levantar a poeira”, recomenda.
A médica destaca outro cuidado que é fundamental o ano todo, mas, especialmente em momento como esse: as vacinas, principalmente contra a influenza. “Então atualizar o calendário vacinal é extremamente importante porque a vacina vai reduzir o risco das formas graves de gripe como Internação, complicação respiratória, especialmente nas crianças, idosos e pessoas que têm doenças crônicas também. É um cuidado anual, a dose é aplicada uma vez ao ano e todo ano a vacina é atualizada, porque o vírus da influenza sofre alterações e a composição da vacina acompanha essas alterações”.
SOBRE AGRAVAMENTOS – A médica Thatiane Carvalho pontua que sinais clínicos devem ser observados, como falta de ar, chiado no peito, febre que é persistente, cansaço, sintomas de doenças do trato respiratório.
As principais consequências para a saúde incluem:
– Crises respiratórias e alérgicas
– Aumento de infecções
– Problemas cardiovasculares
– Choques térmicos
– Desidratação
UPA OU UBS, ONDE BUSCAR ATENDIMENTO? – Para tornar o atendimento mais ágil e evitar superlotações em unidade de urgência e emergência, a doutora Thatiane esclarece que as unidades de saúde – as UBS’s – são para os quadros leves a moderados. ”Então, são locais ideias para quando o paciente apresenta coriza, obstrução nasal, febre, tosse, espirro. Quando tem que procurar a UPA? Quando o paciente já apresenta agravamento dos sintomas como dificuldade respiratória, dor quando vai respirar, febre alta persistente que não melhora com os medicamentos. Nesses quadros a gente indica a procura por uma unidade de pronto atendimento”.
VACINAÇÃO O ANO TODO– A secretária de Saúde, Valéria Nogueira, lembra que as doses contra Influenza, por exemplo, estão disponíveis em todas as 25 UBS’s para o chamado ‘grupo prioritário’. Até o momento, o Ministério da Saúde não anunciou a ampliação da vacinação para toda a população.
Conforme o Ministério da Saúde, fazem parte dos grupos prioritários crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, professores, povos indígenas, quilombolas, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente, profissionais das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, trabalhadores portuários e pessoas em situação de rua.
“Estamos vivenciando um período de alta incidência de doenças respiratórias em razão das mudanças climáticas. Em um mesmo dia temos calor, frio, tempo seco, neblina intensa e fumaça provocada pelas queimadas urbanas. Nesse cenário, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas são mais suscetíveis ao agravamento das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs), justamente o público prioritário para receber a vacina contra a Influenza. A vacinação evita complicações, reduz internações e pode prevenir casos mais graves. É gratuita e salva vidas”, reforça a secretária.
SUPER EL NIÑO – Conforme informações do Instituto ClimaInfo, El Niño é o aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial central e oriental. Ele ocorre de forma cíclica, em geral a cada dois a sete anos e dura entre nove e doze meses. O El Niño é um fenômeno natural e recorrente. A diferença agora é que a temperatura média do planeta está mais elevada e alterando os padrões climáticos. Com isso, seus efeitos tornam-se mais fortes.
O termo “Super El Niño” é utilizado para se referir a eventos em que a anomalia de temperatura na superfície do mar na região Niño 3.4 supera +2°C em relação à média histórica. Nos últimos 140 anos, aconteceram três eventos nessa faixa: 1982-83, 1997-98 e 2015-16. Essa é a previsão que modelos apontam para 2026.
Até o momento, as chances de um Super El Niño são de 25%. O Professor de Ciências Atmosféricas e Ambientais da Universidade de Albany, Paul Roundy avaliou que havia um “potencial real” para o El Niño mais forte dos últimos 140 anos.
Como efeitos do El Niño na região Centro-Oeste, as previsões apontam para atraso no retorno das chuvas e com isso, a manutenção do período de estiagem, potencializando suas consequências.
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