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Xadrez urbano inspira espetáculo sorrisense que concorre no FETRAN 2025

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A peça será apresentada no Cine Teatro Cuiabá e concorre a vaga na etapa nacional

Sorriso entra em cena no palco estadual do teatro. Nesta quarta-feira (01/10), o Grupo Thespis apresenta “Xeque Mate”, no Cine Teatro Cuiabá, às 20h30, pela 20ª edição do FETRAN. A montagem, dirigida por Ney Miguins, é a grande aposta do município na disputa que pode garantir vaga para a etapa nacional do festival.

A classificação para a fase estadual foi conquistada durante a última etapa regional sediada em Sorriso, a fase Teles Pires, que aconteceu de 08 a 12 de setembro. A participação do grupo sorrisense conta com o apoio da Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Uma cidade como tabuleiro vivo

“Xeque Mate” desenha um cenário urbano metafórico em que o trânsito vira uma partida sem descanso: faixas de pedestre tornam-se casas brancas, asfalto gasto, casas pretas; buzinas viram avisos, frenagens, ameaças. Os personagens são peças inconscientes no tabuleiro da mente de Marcelo, que caminha conforme regras invisíveis, dominado por lógicas impostas pelo próprio ambiente. (Sinopse)

A montagem é dirigida por Ney Miguins, que orienta o elenco na proposta de promover reflexão sobre como cada escolha no cotidiano, no trânsito ou fora dele, repercute no coletivo. Ao encerrar, a peça lança ao público uma pergunta provocadora: “Será possível vencer sem derrubar ninguém?”

Em sua 20ª edição, o festival estadual reúne os melhores grupos das etapas regionais de Mato Grosso, entre elas a de Sorriso, para uma disputa que vai eleger qual espetáculo seguirá para a etapa nacional.

A comissão julgadora conta com avaliadores de diferentes áreas:

Jurados pedagógicos: servidores do Detran-MT e uma convidada do Detran-SC;

Jurados temáticos: servidores da PRF, com conhecimento em segurança viária e educação para o trânsito;

Jurados cênicos: artistas renomados das artes cênicas, garantindo avaliação técnica e artística de excelência.

Serviço:

Data: quarta-feira, 01 de outubro de 2025

Horário: 20h30

Local: Cine Teatro Cuiabá (Av. Presidente Getúlio Vargas, centro de Cuiabá) — histórico espaço cultural da capital do Mato Grosso

Grupo: Thespis (13 integrantes)

Peça: Xeque Mate

Direção: Ney Miguins

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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