Sorriso
Tecnologia e parceria entre as forças de segurança tornam Sorriso mais segura
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Uso de tecnologia embarcada e integração das forças de segurança do Município e do Estado. Essas são as ferramentas da Secretaria de Trânsito, Segurança Pública e Defesa Civil (Semsep) para tornar Sorriso cada vez mais segura. E ontem, 28 de abril, foi dia do gestor da Semsep, Adriano Denardi, apresentar à imprensa o funcionamento das câmaras e dos drones com tecnologia de reconhecimento facial e corporal embarcada.
Conforme Denardi, mais de 600 câmaras (627) estão instaladas cobrindo a área interna e o cerco externo do Município. São 384 câmeras do Vigia Mais MT em parceria com o Governo do Estado, 47 câmeras OCR com reconhecimento óptico de caracteres que transformam imagens de texto, como placas de veículos, em dados legíveis por máquinas em tempo real na área interna. Também são câmeras 110 fixas e 15 OCRs no arco externo; o Município conta ainda com 15 câmeras speed dome, as câmeras de velocidade modernas que utilizam tecnologia de inteligência artificial (IA), visão computacional e radares de velocidade média (SPECS) para fiscalizar com precisão 24h, inclusive à noite e sob neblina, registrando não apenas a velocidade, mas também o uso de celular e cinto de segurança. Além disso, a Central da Semsep também monitora imagens de 56 câmeras da empresa provada que cedeu as imagens, totalizando os 627 equipamentos. E, por fim, há dois drones equipados com tecnologia de reconhecimento facial e corporal já em uso.
Conforme Denardi, todas as ações visam o uso da tecnologia como ferramenta para ampliar e melhorar a questão de segurança – quer seja no trânsito ou pessoal, no Município. “Estamos buscando ações que visam trazer mais fluidez ao trânsito, bem como mais segurança à população de Sorriso; hoje contamos com uma parceria com as forças de segurança do Estado e avançamos muito nesse trabalho ”, detalha.
Outra parceria citada como essencial por Denardi é com o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg). “O Conselho foi nosso grande parceiro na instalação do Centro de Controle Operacional (CCO) que funciona na Semsep e na liberação e recursos para melhorias e manutenções em prédios de segurança pública; a Promotoria Pública do Estado tem acompanhado e validado todo esse apoio”, explica. “Também agradecemos o coronel Jorge Almeida e o delegado Bruno França que diariamente estão na luta pela queda de índices negativos e fortalecendo nosso município”, diz.
“De um modo geral, a gente sabe que a segurança pública é compromisso do Estado, mas precisamos agir e andar junto com o Estado para que possamos elucidar crimes e ofertar segurança ao nosso cidadão”, avalia o secretário-adjunto de Segurança, Trânsito e Defesa Civil e presidente do Conseg, Gilvano de Ávila.
A 6.ª mais segura do Estado
Ainda na coletiva, o titular da Semsep, lembrou que hoje Sorriso é a 6.ª cidade mais segura do Estado. Mudança impulsionada por uma queda de 66% nos homicídios e melhorias nas forças de segurança. Com a atuação incisiva das forças de segurança e o apoio da tecnologia a cidade, anteriormente associada a altos índices de violência, registrou o menor número de mortes em oito anos, revertendo o cenário de insegurança.
Um alto índice e agilidade na resolução de crimes foram essenciais para esse novo cenário. Os dados constam do relatório anual MySide. Além disso, o levantamento da Polícia Judiciária Civil de Sorriso aponta que, entre 2017 e 2024, o município variou de 29 a 75 mortes anuais, com picos em 2022 (71 casos) e 2023 (75). Em 2024, o total fechou em 59. O desempenho parcial de 2025 representa uma redução de 66% em comparação com o ano anterior.
Para Denardi, por traz dos números há a presença ostensiva das forças de segurança nas ruas. “Esses dados refletem um alto número de elucidação de casos e gente com coragem de denunciar, de buscar as forças de segurança porque sabe que será acolhida, ouvida e que terá resposta das solicitações apresentadas. As forças de segurança estão respondendo com muita eficácia”, frisa o gestor.
O secretário frisa que o índice de redução de homicídios é um dado extremamente importante que indica a eficiência do sistema de justiça criminal e da segurança pública sorrisense. “Estamos diariamente atuando em conjunto com o Estado com as equipes, quer seja da Semsep ou do Estado em parceria e subsidiadas pela tecnologia disponível para tornar Sorriso cada dia mais segura”, finaliza Denardi.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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