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Sorriso lança campanha para consumo de produtos orgânicos

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Ação de duas semanas terá atividades em feiras e supermercados para valorizar a produção local

A Prefeitura de Sorriso, em parceria com diversas entidades e instituições, realizou ontem, 23 de setembro, o lançamento oficial da campanha de conscientização sobre o consumo de produtos orgânicos.

O evento foi realizado na Feira do Produtor Central e contou com a presença de Omar Roberto de Silveira, chefe da Unidade Técnica Regional de Agricultura e Pecuária em Sorriso e os secretários Lucas de Oliveira (Agricultura Familiar e Segurança Alimentar) e Clóvis Picolo Filho (Agricultura e Meio Ambiente) e o vereador Gringo do Barreiro.

Vale lembrar que ao longo de duas semanas, a campanha será desenvolvida em feiras e supermercados do município, aproximando consumidores e produtores locais, destacando os benefícios dos alimentos orgânicos para a saúde e para o meio ambiente.

De acordo com o gestor da Semasa, Lucas de Oliveira, a campanha é um marco para fortalecer a agricultura sustentável no Município. Lucas lembra que toda quarta-feira, no jardim da Prefeitura Municipal é realizada uma feria de produtos orgânicos. “Além disso temos a Feira do Produtor Central, a Feira do Bela Vista, do São Domingos e do Rota do Sol com a oferta de produtos orgânicos”, destaca.

A iniciativa é resultado da união de esforços entre a Prefeitura de Sorriso — por meio das Secretarias de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar e de Agricultura e Meio Ambiente —, Câmara de Vereadores, Associação de Produtores de Orgânicos de Sorriso, Unidade Técnica Regional de Agricultura e Pecuária vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Empaer, Clube Amigos da Terra, Consórcio Intermunicipal Vale do Teles Pires (Cidesa), além das faculdades Anhanguera e Fasipe e do Instituto Federal de Mato Grosso – Campus Sorriso (IFMT).

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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