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Saúde divulga números atualizados de arboviroses

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Com o início da temporada de chuvas, a Secretaria de Saúde (Semsa), mais uma vez reforça o alerta para a necessidade de eliminação de criadouros de Aedes aegypti. Conforme a coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental, Claudete Damasceno, esse é o momento ideal para a população dar uma geral no quintal de casa e também na empresa. “Estamos no início do período chuvoso, é necessário eliminar criadouros nesse momento e manter esse olhar de forma contínua”, aconselha. “No momento não temos pico de arboviroses, não há procura elevada e queremos manter dessa forma”, reforça.

De acordo com o boletim quinzenal de arboviroses, maio continua sendo o mês com a maior incidência de casos de Chikungunya em Sorriso. Foram 1.320 casos confirmados somente no mês de maio, muitos deles, confirmados somente no início de setembro pelo Laboratório Central (Lacen). No total, desde janeiro, são 3.304 casos de chikungunya confirmados. Os dados, atualizados, foram divulgados nesta manhã, 24 de outubro, pela Secretaria de Saúde, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) e constam no Sistema Sinan On-line.

Claudete frisa que além de maio, abril também registrou muitos casos com 668 confirmações. Segundo o relatório geral, em janeiro foram registradas 60 confirmações para chikungunya; 88 em fevereiro; 232 em março; 668 em abril; 1.316 em maio; 601 em junho; 278 em julho; 53 em agosto e 4 em setembro.

Já em relação à dengue, o boletim atualizado traz 203 confirmações. Foram 65 casos em janeiro confirmações de dengue, um com sinais de alarme; em fevereiro foram registrados 11 casos; em março foram 13 registros; em abril 19; em maio 61; em junho 16; 17 em julho e 02 em agosto, totalizando 203 casos até o momento. Para zika foram investigadas 25 situações com uma confirmação em setembro as demais 24 notificações foram descartadas.

Hoje os bairros com maior número de registros de chikungunya estão o Vila Bela com 257; Rota do Sol com 201 casos; São José com 159; Nova Aliança I com 148 registros; Jardim Amazônia com 145 e Novos Campos com 137 situações positivas. O antigo distrito de Boa Esperança e atual município vizinho de Boa Esperança contabilizou 376 registros – vale lembrar que no Ministério da Saúde, Boa Esperança ainda consta veiculado à Sorriso. Já em relação à dengue são 15 casos no Rota e 13 no Jardim Amazônia. O caso de zika foi registrado no bairro União.

Fase aguda e crônica

“Precisamos lembrar que além da fase aguda a chikungunya apresenta uma fase crônica em que o paciente continua sentindo muita dor”, frisa o médico e secretário de Saúde, Vanio Jordani. “Há pessoas que continuam sentindo dores por mais de seis meses”, destaca o profissional.

Caso suspeite ter contraído ou apresente sintomas de qualquer uma das arboviroses, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). É lá que a população recebe o atendimento clínico e a orientação correta sobre como agir.

Eliminando criadouros

E a melhor forma de eliminar e evitar a doença é evitar que o mosquito nasça. “Como todo mundo já sabe a água parada – suja ou limpa; é o local ideal para disseminação de criadouros do Aedes aegypti, o tal mosquito transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya”, pontua o gestor. Para evitar situações assim, as equipes da Vigilância em Saúde Ambiental estão diariamente na rua realizando trabalho de instrução e alerta.

“Infelizmente alguns proprietários de comércios considerados pontos estratégicos não nos recebem justamente porque sabem que há condicionamento de materiais de forma inadequada e que situações assim são propicias à proliferação do mosquito”, explica Claudete Damasceno que comanda uma verdadeira operação de guerra contra o mosquito.

Claudete relata que também há residências que também não abrem as portas para a visita do agente de combate à endêmicas (ACE). “Nossa missão é cuidar, alertar, conscientizar, não queremos aplicar notificações ou multas, mas precisamos que a população nos receba para que possamos realizar o trabalho de acompanhamento”, frisa.

Em cada visita, seja em comércios, PEs ou residências que houver criadouros as larvas são coletadas e testadas para o Aedes e o criadouro eliminado. Quando a suspeita se confirma os responsáveis são comunicados para que possam monitorar o surgimento de casos de dengue e realizar o pente fino eliminando outros possíveis criadouros que tenham passado despercebidos.

Hoje os principais problemas identificados pela equipe da Vigilância Ambiental são a água servida, aquela oriunda de esgoto doméstico ou empresarial e a sujeira nas bocas de lobo, situações propícias para a proliferação do mosquito.

Cuidando de casa

A orientação é que toda a semana a população tire dez minutos semanais para dar aquela conferida no espaço onde vive ou trabalha. A recomendação é evitar acúmulo de lixo, que além do Aedes aegypti também pode esconder animais peçonhentos como cobras, ratos, aranhas, escorpiões, dentre outros.

Denúncias

Vale reforçar que para quem identificar situações com criadouros ou com suspeita, água servida descartada na rua e descarte de lixo em locais inapropriados, a recomendação é procurar a equipe técnica. As denúncias também podem ser realizadas diretamente ao Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF) pelo número (66) 99927-2611.

Coleta de resíduos sólidos

Sempre é bom ficar de olho no calendário de coleta de resíduos sólidos – confira aqui o calendário de 2025, em que são recolhidos móveis e eletrodomésticos velhos e inservíveis; assim como restos da limpeza de jardins que incluem folhas e restos vegetais que podem servir como criadouro de insetos e animais peçonhentos, como a grama quando é cortada. O recomendado é descartar o material seguindo corretamente o calendário, evitando assim a formação de possíveis criadouros para o Aedes aegypti e outros animais peçonhentos.

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Grupos acompanhados pela equipe E-Multi da Academia da Saúde comemoram resultados alcançados

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Nesta semana a equipe E-Multi da Academia da Saúde encerrou mais uma edição dos grupos de acompanhamento voltados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), desenvolvidos com o objetivo de promover hábitos saudáveis, prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida.

Ao longo de aproximadamente seis meses, os participantes receberam acompanhamento multiprofissional por meio dos projetos Equilíbrio Ativo – Combate à Obesidade em Adultos e Renova 40 – Um Olhar para Mulheres no Climatério e Menopausa.

O projeto Equilíbrio Ativo foi direcionado a adultos e idosos com obesidade e teve como foco incentivar mudanças sustentáveis no estilo de vida, conscientizar sobre os riscos da obesidade e oferecer suporte para o controle de doenças associadas. Durante os encontros quinzenais, foram abordados temas como alimentação saudável, leitura de rótulos, organização alimentar, saúde emocional, compulsão alimentar, doenças crônicas, comportamento alimentar e estratégias para manter a motivação ao longo do processo de emagrecimento.

Já o Renova 40 foi desenvolvido especialmente para mulheres que vivenciam o climatério e a menopausa, período marcado por importantes mudanças hormonais e físicas. Além do incentivo ao emagrecimento saudável, o grupo trabalhou aspectos relacionados ao autocuidado, autoestima, ansiedade, qualidade do sono, alimentação, atividade física e saúde emocional, proporcionando um espaço de acolhimento, troca de experiências e fortalecimento entre as participantes.

Os projetos foram conduzidos pelas nutricionistas Geane Ramallho e Elys Carvalho, com apoio da psicóloga Fernanda Muinaski, profissionais da Academia da Saúde, além do suporte das Unidades Básicas de Saúde. Durante todo o programa, os participantes passaram por avaliações físicas, acompanhamento nutricional, orientações em grupo e reavaliações para acompanhar a evolução dos resultados.

O encerramento dos grupos foi marcado pela entrega de certificados de participação e dos resultados alcançados, momento de celebração das conquistas individuais e coletivas e de reconhecimento do empenho dos participantes durante todo o processo.

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