Sorriso
Programa Sorriso + V.I.D.A.S deve centralizar atendimentos em saúde laboral aos servidores
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Alicerçado em quatro eixos: saúde integral, qualidade de vida, acolhimento e reintegração, e comunicação e educação, foi oficialmente lançado nesta sexta-feira (3 de outubro), o programa “Sorriso + V.I.D.A.S”. A iniciativa, do Executivo Municipal, foi apresentada aos vereadores e inaugura as celebrações pelo Dia do Servidor Público, no dia 28 de outubro.
Integrante do Departamento de Gestão de Pessoas, Ellen Zorzi apresentou, em detalhes, o programa, que deve ser consolidado em lei para que se crie uma estrutura perene de atendimento ao servidor. A intenção, com o programa, é centralizar atendimentos para os servidores públicos em um único endereço, criando um local de aconchego, que viabilize uma escuta e estimule atividades que valorizem o autocuidado e a saúde integral.
“Queremos um programa que fique para sempre, independente de gestões, voltado ao cuidado com o servidor”, destacou o prefeito, destacando a intenção de também estender a iniciativa aos servidores da Câmara de Vereadores.
O vice-prefeito Acacio Ambrosini lembrou que o cuidado com o servidor se reflete no atendimento de excelência ao cidadão. “Quando se pensa em humanização do atendimento ao servidor, se pensa também no resultado lá fora, no cidadão igualmente bem cuidado”.
Os vereadores presentes também aprovaram a proposta, destacando a necessidade deste atendimento. “Parabéns ao prefeito, por tirar do papel este sonho, que vem sendo acalentado desde 2005”, afirmou a vereadora Jane Delalibera, reiterando também a importância de treinamentos constantes dos servidores, principalmente com relação ao atendimento ao público.
“Este projeto é muito importante e há outros em tramitação muito semelhantes, então, é importante unirmos todas estas legislações para, efetivamente, colocar em prática este projeto, e estamos observando, principalmente a Mara [primeira-dama e secretária de Assistência Social] com o olhar de querer resolver, e é assim que o servidor, de modo geral, precisa ser: resolutivo”, concordou a vereadora Silvana Perin.
Presidente da casa de Leis, Rodrigo Materazzi também enalteceu a iniciativa e reiterou a importância de se conciliares todas as legislações sobre o tema em uma só, facilitando assim o trâmite da execução da iniciativa.
Secretário de Administração, Bruno Delgado explica que a intenção é centralizar atendimentos para os servidores públicos em um único endereço, criando um local de aconchego, que viabilize uma escuta especializada, estimule atividades que valorizem o autocuidado e a saúde integral. “A equipe deve ser composta por dois médicos, sendo um clínico geral e um psiquiatra; cinco psicólogos para atendimentos em psicoterapia e um para triagem e reintegração; assistente social; fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista e educador físico, com uma equipe de apoio composta por enfermeiro, técnico de enfermagem e pedagogo”, lista o secretário, acrescentando que terapias como auriculoterapia e reiki também devem fazer parte dos serviços ofertados.
Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sorriso (Sinsems), Leocir Faccio também destacou a importância do programa. “É preciso implementar esse cuidado com o lado humano dos servidores e parece que este processo está fluindo”, comentou o presidente, oferecendo a possibilidade de “linkar” os serviços já ofertados pelo Sinsems à iniciativa, posto que “as lutas e preocupações são as mesmas”.
A partir da efetivação do programa, com o devido aval do Legislativo, o Executivo deve dar início à instalação da estrutura, com expectativa de início dos atendimentos em 2026. O programa, complementa Bruno, nasceu de um esforço conjunto da Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) com vários outros setores da Administração. “Desde sua concepção, o Sorriso + V.I.D.A.S vem sendo pensado e planejado coletivamente, com servidores públicos focados em promover o bem-estar de seus pares”.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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