Sorriso
Para facilitar atendimento à pacientes acamados, Sorriso inicia programa Coleta em Casa
Sorriso
Propiciar um pouco mais de conforto para quem está acamado e diminuir riscos na coleta de exames. Essa é a meta do programa “Coleta em Casa” que inicia oficialmente nesta segunda-feira, dia 15 de junho em Sorriso.
Organizado pela Secretaria de Saúde (Semsa), o programa consiste na coleta domiciliar de exames laboratoriais atendendo pacientes com dificuldades severas de locomoção, o que inclui idosos, acamados, pessoas com deficiência severa e pacientes com doenças crônicas incapacitantes.
Em fase de testes desde janeiro de 2026, o programa tem realizado cerca de 20 coletas mensais.
“Como recebemos um retorno muito positivo por parte dos familiares e cuidadores, estamos ampliando o programa para beneficiar mais pacientes atendidos pela rede”, pontua o secretário de Saúde, Vanio Jordani.
E para ter acesso à coleta domiciliar, basta que um familiar ou responsável pelo paciente manifeste a necessidade na Unidade Básica de Saúde (UBS) em que o paciente é atendido. A partir do pedido, uma avaliação clínica é feita pelo médico responsável da área ou enfermeiro e a equipe do Laboratório Municipal de Análises Clínicas Bernardo Scarsinski é comunicada. “O processo é feito com agilidade, a meta é garantir o melhor atendimento possível”, frisa o coordenador do Laboratório, Jader Cerqueira Paulino.
Sobre o Laboratório
Hoje o Laboratório Municipal de Análises Clínicas Bernardo Scarsinski tem capacidade para realizar até 1,5 mil exames dia. O local, inaugurado em março está localizado entre a UPA Sara Akemi Ichicava e a Farmácia Cidadã Central Takeo Watanabe, conta com um terreno de 765.78m e área total construída de 432,02m².
Desde janeiro o laboratório atende das 06 às 17 horas de segunda a sexta para suporte aos pacientes atendidos pela rede pública municipal; 16 profissionais atuam no laboratório. “Temos capacidade diária para coleta de 1,5 mil exames chegando a 33 mil exames mês”, acrescenta Jader.
Vale ressaltar que o laboratório está equipado para realizar exames de dosagens hormonais, testes sorológicos, testes bioquímicos, exames hematológicos, teste do pezinho e questões de metabolismo, análises de anatomia patológica.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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