Sorriso
Município dá início à Telemedicina especializada com consultas em Reumatologia
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O Ambulatório Médico Especializado (AME) deu mais um salto na modernização dos serviços de saúde ao iniciar, nesta quarta-feira (22), os atendimentos por telemedicina com foco em especialidades médicas. A iniciativa começou com a realização de atendimentos na especialidade de Reumatologia, marcando o início de uma nova fase na oferta de serviços especializados no Município, visando aprimorar o acesso e a agilidade das consultas para a população.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Vânio Jordani, o modelo implantado no AME se distingue do projeto piloto do consultório virtual da Rota do Sol, voltado para a atenção básica. No AME, a experiência foca nas especialidades, exigindo um fluxo de atendimento rigoroso e por etapas, como detalha o secretário municipal de Saúde, Vanio Jordani.
“Hoje iniciamos as especialidades aqui no AME, o que é uma nova experiência para nós. A triagem é feita pelo enfermeiro e, em seguida, o paciente passa pelo atendimento com acompanhamento da equipe de enfermagem. Todas as informações são digitalizadas e inseridas no prontuário virtual, permitindo que o profissional de saúde que está à distância visualize o histórico e os registros do paciente em tempo real, garantindo um atendimento ágil, seguro e integrado”, explicou o secretário.
Segundo o plano de trabalho da Secretaria de Saúde, a meta é realizar 2.500 consultas por telemedicina até fevereiro de 2026, em diversas especialidades.
O Prefeito Alei Fernandes celebrou a implementação do serviço como um marco no compromisso de sua gestão, que tem como um dos seus objetivos reduzir filas, agilizar diagnósticos e fortalecer a integração entre as unidades de saúde do Município.
“Sorriso segue na vanguarda da saúde digital. A telemedicina especializada é um passo gigantesco, pois elimina a distância e reduz o tempo de espera. Estamos trazendo o especialista para perto do paciente, garantindo a segurança e a agilidade da informação. E assim, seguimos firmes em uma gestão moderna e preparada, transformando desafios em conquistas reais para todos os sorrisenses”, declarou o prefeito Alei Fernandes.
A iniciativa deve passar por ajustes nos próximos dias, conforme o retorno dos usuários e das equipes envolvidas. “A telemedicina é uma ferramenta estratégica que complementa o atendimento presencial e como todo novo projeto, ele vai sendo aperfeiçoado. Vamos ouvir a população, os profissionais e ajustar os processos para oferecer o melhor serviço possível”, concluiu o secretário Vanio Jordani.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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