Sorriso
Forças de segurança atuam nas operações “Lei Seca” e “Centro Seguro e Tolerância Zero”
Sorriso
O fim de semana – de 29 a 31 de maio – contou a realização de duas operações integradas das forças de segurança de Sorriso. A primeira, na sexta-feira, dia 29, consolidou o trabalho na 10.ª edição da Operação Lei Seca de 2026; a ação ocorreu na Avenida Perimetral Sudeste, na altura do bairro Santa Mônica. Já a segunda operação, no sábado, dia 30, denominada “Centro Seguro e Tolerância Zero” foi realizada com o objetivo de coibir práticas ilícitas, distúrbios urbanos e perturbação do sossego alheio na Avenida Porto Alegre.
Durante a 10.ª edição a Lei Seca, 130 veículos foram abordados e 133 infrações registradas, dentre o total, 45 multas foram por condução de veículo sob a influência de álcool; 24 por conduzir veículos sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH); além disso 24 pessoas foram detidas por dirigir sob efeito de álcool. No total, 44 veículos foram removidos, sendo 32 motocicletas e 12 automóveis. Foram realizados 100 testes de bafômetro com bucal e nenhum condutor se recusou a fazer o teste.
“Também realizamos vários testes de bafômetro com passivo, porém o aparelho não permite contabilizar”, explica o coordenador da Guarda Municipal de Trânsito (GMT), Márcio Pires.
Já sábado, durante a operação Centro Seguro e Tolerância Zero, dois veículos e 42 motocicletas foram removidos. Conforme o secretário-adjunto de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep), Gilvano de Ávila, especificamente no sábado, a ação concentrou-se na Avenida Porto Alegre em resposta a frequentes denúncias de moradores da região sobre episódios de desordem, consumo inadequado de substâncias ilícitas no espaço público e infrações diversas de trânsito.
“Nessa operação agimos com o suporte das câmeras do Vigia Mais MT, consolidando a informação das ferramentas tecnológicas no apoio e cuidado com nosso cidadão”, destaca Gilvano. O gestor da pasta, coronel da reserva da Polícia Militar, Adriano Denardi, reforça que a operação do dia 30 é resultado de planejamento de inteligência e uniu entre todas as forças de segurança de Sorriso.
A operação de sexta-feira foi coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), em conjunto com o Gabinete de Gestão Integrada (GGI-Sorriso), e contou com a participação do 12º BPM, Polícia Judiciária Civil, Guarda Municipal (GM), Corpo de Bombeiros, Detran e Polícia Penal.
Já a ação de sábado foi coordenada pela Semsep e contou com o apoio da 1.ª Companhia de Força Tática que integra o 12.º Batalhão da Polícia Militar de Sorriso.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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