Sorriso
Comitiva de MS vem a Sorriso conhecer o Crendecia +
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Ferramenta é uma das inovações que a Prefeitura vem implementando nas licitações
O vice-prefeito Acacio Ambrosini recepcionou, nesta quinta-feira (27 de novembro), uma comitiva de Costa Rica, município localizado no Leste de Mato Grosso do Sul, na divisa com Goiás e Mato Grosso. Junto ao vice-prefeito da capital sul-mato-grossense do Algodão, Roni Cota, vieram também o secretário de Desenvolvimento, Airton Reis; o subsecretário de Administração, João Carlos Rocha; e os servidores dos setores de Compras e Licitação Wisciany Carrijo, Eva Beatriz e Matheus Chini.
O grupo veio em busca de informações sobre os processos de compras de Sorriso, em especial os realizados por meio de credenciamento de fornecedores. “Sempre estamos em busca de eficiência e queremos conhecer a realidade daqui para adaptarmos à nossa”, explicou Cota.
O grupo sul-mato-grossense foi também recebido pelo secretário-adjunto de Governo, Cledson Assis, e pelo assessor-adjunto de Planejamento de Aquisições e Compras, João Pedro Portilho, que detalharam os avanços da Prefeitura na aquisição de materiais e serviços por meio da inserção de fornecedores locais.
“Nosso primeiro exemplo deste ano foi o credenciamento de papelarias para a disponibilização do vale kit escolar”, declarou Portilho, complementando que o objetivo do credenciamento foi propiciar às crianças beneficiadas com o vale (as que integram os critérios do CadÚnico) poder escolher os materiais que as acompanharão ao longo do ano letivo, bem como incluir as empresas locais no processo.
“Com este movimento, proporcionado pela nova lei de licitações, os credenciamentos vêm se firmando como uma forma de trazer mais agilidade aos processos, movimenta a economia local e estimula os empresários e manterem as empresas sempre regularizadas”, acrescenta o responsável pelos processos licitatórios.
Em outubro, a Prefeitura lançou o aplicativo Credencia + Sorriso para facilitar o acesso de empresas locais aos processos de credenciamento. Em dezembro, a inovação nos processos de compra segue com a apresentação oficial do Compra + Sorriso, plataforma digital que vai reunir todos os setores ligados ao processo de compras, tornando o trâmite mais fluido e menos burocrático.
A comitiva de Costa Rica não é a primeira a vir a Sorriso conhecer os processos de credenciamento. Já passaram pelo Município, por exemplo, representantes de Nova Mutum e Primavera do Leste. No dia 4 de dezembro, por meio de uma videoconferência, o case de Sorriso será partilhado com a equipe da Prefeitura de Jateí, também em Mato Grosso do Sul.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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