Sorriso
Ciclistas de Sorriso participam da última etapa do Estadual de Mountain Bike em Tangará da Serra
Sorriso
Ivanete Santos conquistou o 1º lugar geral no Cicloturismo Feminino e Anderleia Scariot fecha a temporada como vice-campeã estadual na Master B1
Sorriso participou da última etapa do Estadual de Ciclismo Mountain Bike, a 11ª Up Hill Serra da Chocadeira, disputada no domingo (07/12), em Tangará da Serra. O evento, válido pela modalidade MTB XCM (Cross-Country Maratona), reuniu atletas de todo o estado e contou com a participação de 33 ciclistas sorrisenses, que enfrentaram um dos percursos mais desafiadores da temporada.
A competição é organizada pela Federação Matogrossense de Ciclismo e tem como marca registrada a exigente subida da Serra da Chocadeira, trecho que, segundo os atletas, exige preparo técnico e físico acima da média.
Entre os destaques de Sorriso, Ivanete Santos brilhou ao conquistar o 1º lugar geral no Cicloturismo Feminino. Outros ciclistas também obtiveram posições de destaque na prova.
De acordo com o presidente da Associação Ciclismo Sorriso (ACS), Kleber Arruda, a etapa é considerada uma das mais difíceis do calendário estadual.
“A subida da Serra da Chocadeira torna o percurso extremamente desafiador, especialmente porque em Sorriso não temos altimetrias semelhantes para treinar. Mesmo assim, nossos atletas mostraram muita garra e superação”, disse.
Com o encerramento da temporada, Sorriso também comemora o resultado da ciclista Anderleia Schlender Scariot, que conquistou o título de vice-campeã estadual na faixa etária Master B1 (40–44 anos), mesmo sem participar da última etapa.
Resultados dos ciclistas de Sorriso
CICLOTURISMO FEMININO
1º Geral – Ivanete Santos
6º Geral – Dirce Buhl Schilling
7º Geral – Maria Eduarda de Lima Baraviera
CICLOTURISMO MASCULINO
3º Geral – Ângelo Soares Silveira
8º Geral – Aurélio Aparecido de Oliveira Baraviera
9º Geral – Anthony Henrique de Lima Baraviera
Os atletas participaram da etapa com apoio da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude de Sorriso.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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