Sorriso
Aulas de inglês ganham sabor e diversão com receita de “Apple Cake”
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Projeto Bilíngue estimula o aprendizado da língua inglesa por meio de atividades lúdicas e práticas.
Aprender um novo idioma pode ser uma experiência deliciosa. Foi com essa proposta que os alunos da escola em tempo integral Professora Geni Terezinha vivenciaram uma aula de Língua Inglesa diferente e saborosa. Sob a orientação da professora Salete Fernandes, as crianças foram desafiadas a preparar uma “Apple Cake” (panqueca de maçã), unindo o vocabulário estrangeiro à prática culinária.
A atividade faz parte do Projeto Bilíngue de Língua Inglesa, direcionado aos alunos do 1º ao 5º ano, e proporciona uma aprendizagem contínua do idioma. A aula foi estruturada para trabalhar o vocabulário de alimentos em inglês de forma prática e interativa. Durante o preparo da receita, os estudantes colocam a “mão na massa” e têm contato direto com palavras como apple (maçã), flour (farinha), water (água), sugar (açúcar) e eggs (ovos). Além de saborearem o que produziram, os alunos assimilam os conteúdos de maneira mais marcante.
Segundo a professora Salete, o projeto tem como objetivo o desenvolvimento da oralidade por meio de atividades lúdicas e diversificadas, que fogem do ensino tradicional focado apenas na gramática. Durante a preparação da receita, os alunos podem praticar o vocabulário relacionado a ingredientes, utensílios de cozinha e verbos de ação, tudo em inglês. Além da fala, as habilidades de escrita e escuta também são trabalhadas de forma integrada.
“Quando trazemos o inglês para a realidade e para o dia a dia das crianças, como em uma receita de culinária, o aprendizado acontece de forma mais natural. Eles se envolvem, perdem o medo de errar e começam a usar o vocabulário novo sem perceber. Dessa forma, as atividades nos permitem explorar essa ludicidade e desenvolver a oralidade de maneira consistente, preparando nossos alunos não apenas para provas, mas para o mundo.”
Para a secretária de Educação, Adriana Reichert, a experiência multissensorial, que envolve observar, preparar e degustar, contribui para consolidação de um ensino de qualidade e mais duradouro.
“O Projeto Bilíngue se destaca como uma proposta inovadora e atrativa para inserir a língua inglesa no cotidiano escolar. Atividades como essa têm despertado o interesse dos alunos e fortalecido o processo de aprendizagem, ao unir teoria e prática de forma envolvente. Desde o contato com o vocabulário até a realização da receita, cada etapa estimula a curiosidade e a participação, mostrando que, quando o ensino é contextualizado, o aprendizado acontece de maneira mais fluída”, conclui.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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