Cuiabá
Prefeitura de Cuiabá divulga índices e cuidados para Aedes aegypti
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou na última sexta-feira (20) o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) nº 01/2026, que reforça a necessidade de manutenção dos cuidados preventivos e da participação da população no combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.
O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2026, com a inspeção de 11.271 imóveis distribuídos em 27 estratos do município. O Índice de Infestação Predial (IIP) geral foi de 5,5, indicando atenção redobrada para a eliminação de focos. Do total de estratos analisados, 19 (70,37%) foram classificados com índice elevado e 8 (29,63%) com índice intermediário. Nenhuma região apresentou índice considerado baixo.
Os estratos com maiores índices de infestação foram:
• Estrato 20 (IIP 15,6) – Distrito Oeste, abrangendo os bairros Distrito da Guia e Sucuri;
• Estrato 26 (IIP 9,2) – Distrito Norte, incluindo Nova Canaã (1ª, 2ª e 3ª etapas), Residencial Paraná, Três Barras, Colina Verde, Jardim Umuarama, Altos da Glória, entre outros;
• Estrato 21 (IIP 9,0) – Distrito Norte, com bairros como Residencial Bosque dos Ipês, Residencial Paiaguás, Jardim Itapuã, Centro Político Administrativo, entre outros.
A análise por tipo de recipiente mostra que os principais criadouros do mosquito seguem concentrados em depósitos ao nível do solo, como caixas d’água e barris (40,5%), além de lixo descartado de forma irregular (23,1%) e recipientes móveis, como vasos e pratos de plantas (22,1%).
Situação epidemiológica
Conforme o Boletim Epidemiológico publicado nesta sexta-feira (20), durante a 6ª Semana Epidemiológica de 2026 foram registrados 16 novos casos de dengue em Cuiabá, nenhum caso de chikungunya e nenhum caso de zika.
Na comparação da média com o mesmo período de 2025, observa-se redução de 87,4% nas notificações de dengue e 99,3% de chikungunya.
No acumulado de 2026, o município contabiliza:
• Dengue: 77 casos confirmados, sendo 49 casos autóctones, com taxa de incidência de 7,1 por 100 mil habitantes (um óbito suspeito segue em investigação);
• Chikungunya: 31 casos confirmados, sendo 15 autóctones, com incidência de 2,2 por 100 mil habitantes;
• Zika: zero casos confirmados.
A Secretaria Municipal de Saúde destaca que a queda nos casos é resultado das ações contínuas de vigilância e prevenção, mas reforça que o cenário exige atenção permanente, já que a presença do mosquito ainda demanda cuidados diários nas residências.
Tecnologia e reforço no controle do mosquito
Como parte do fortalecimento das ações de combate às arboviroses, a Prefeitura de Cuiabá passou a utilizar o larvicida biológico BTI (Bacillus thuringiensis israelensis) no tratamento de depósitos fixos de água que não podem ser eliminados, como caixas d’água, cisternas e outros recipientes permanentes.
O produto, aplicado pelos Agentes de Combate a Endemias (ACE), substitui as antigas pastilhas químicas. Com aspecto de pó arenoso, o BTI permanece no fundo do reservatório e o resíduo visível indica que o local está protegido. O larvicida não altera o cheiro, o gosto ou a qualidade da água e não oferece riscos à saúde, quando utilizado corretamente. Por ser biológico, também é ambientalmente seguro, atuando de forma específica contra as larvas do mosquito.
Orientação à população
A Secretaria Municipal de Saúde reforça o pedido para que a população receba os Agentes de Combate a Endemias, permita o acesso aos quintais e reservatórios e mantenha os cuidados diários para evitar água parada. O pó no fundo do recipiente tratado é sinal de proteção.
A Prefeitura de Cuiabá segue intensificando as ações de vigilância, prevenção e resposta rápida a possíveis focos, destacando que o combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada e deve ser contínuo.
O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) nº 01/2026 segue em anexo.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
CPI da Saúde convoca ex-secretário para prestar depoimento no dia 26
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) definiu, nesta quarta-feira (12), o calendário das próximas oitivas e marcou para o dia 26 de agosto o depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), Gilberto Figueiredo. A reunião ocorreu na sala das comissões Deputada Sarita Baracat e contou com a participação de cinco membros da comissão, sendo três presencialmente e dois de forma online.
Além de Figueiredo, também deverá ser ouvida na mesma data a ex-secretária adjunta Caroline Campos Dobes Conturbia Neves. As convocações dos dois já haviam sido aprovadas anteriormente pela CPI e, nesta quarta-feira, os membros confirmaram a data para os depoimentos.
A convocação do ex-secretário marca uma nova etapa dos trabalhos da comissão. Conforme informado durante a reunião, a CPI começou as oitivas com técnicos da Controladoria-Geral do Estado (CGE), passou por representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e, atualmente, conclui a fase de depoimentos de empresários. A partir do dia 26, a investigação avança para a oitiva de agentes públicos.
Gilberto Figueiredo também foi formalmente comunicado sobre sua condição de investigado no âmbito da CPI. O documento, datado de 5 de agosto, informa que essa condição está relacionada aos fatos compreendidos no objeto da investigação, envolvendo a gestão da Secretaria de Estado de Saúde, além de contratos, despesas e atos administrativos analisados pela comissão.
Para a próxima quarta-feira (19), a CPI confirmou as oitivas de Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, ligados à MedTrauma. Os três empresários já haviam sido convocados anteriormente, e a comissão definiu nesta reunião apenas a data de comparecimento.
Segundo informações apresentadas, a CPI pretende questionar os empresários sobre negócios realizados com a Secretaria de Estado de Saúde, incluindo pagamentos efetuados de forma indenizatória. Os contratos, despesas e procedimentos administrativos relacionados a essas operações integram o conjunto de informações analisadas pela comissão.
A CPI também organizou o calendário de setembro. Para o dia 2, estão previstas as oitivas de Onaira Zevedo Nogueira, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, e Elizandro de Sousa Nascimento, ex-diretor do Hospital Regional de Colíder.
Já o atual secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Silva Melo, que também teve a convocação aprovada pela comissão, deverá ser ouvido em setembro, na etapa final dos trabalhos. Durante a reunião, o dia 9 de setembro foi indicado inicialmente para o depoimento, podendo o cronograma sofrer ajustes conforme o andamento das oitivas.
A reunião desta quarta-feira estava inicialmente prevista para ter depoimentos, mas os convocados não compareceram.
Priscilla Parreira Duarte de Menezes comunicou que não compareceria amparada por decisão judicial que tornou facultativa sua presença. Já Bruno Castro de Melo apresentou justificativa informando viagem previamente programada para São Paulo, onde realizará consulta e exames médicos. Também foi mencionada decisão judicial que facultou seu comparecimento à CPI.
A Procuradoria da Assembleia informou durante a reunião que já apresentou recursos contra decisões que tornaram facultativo o comparecimento de convocados e que também deverá recorrer no caso de Bruno Castro de Melo.
A próxima reunião ordinária da CPI da Saúde foi convocada para quarta-feira (19), após o encerramento da sessão ordinária no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.
*Reportagem de Vania Costa.
Fonte: ALMT – MT
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