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CAPS III Verdão entra na reta final e será entregue em novembro para ampliar atendimento em saúde mental

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está na fase final de implantação do CAPS III Verdão, unidade que tem previsão de entrega para novembro de 2026 e vai ampliar a oferta de atendimento especializado em saúde mental na Capital. O espaço recebe aproximadamente R$ 4 milhões em investimentos, considerando a execução da obra e a estruturação do serviço.

O CAPS III Verdão integrará a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) como um serviço especializado de base territorial e comunitária, destinado ao acompanhamento de pessoas que necessitam de cuidado psicossocial intensivo e contínuo. A unidade contará com equipe multiprofissional e terá funcionamento 24 horas, inclusive aos finais de semana e feriados, com possibilidade de acolhimento noturno.

Apesar do funcionamento ininterrupto, o CAPS III não será uma UPA, pronto atendimento ou hospital psiquiátrico de longa permanência. A proposta do serviço é oferecer cuidado especializado em saúde mental dentro da rede territorial, com acompanhamento contínuo, acolhimento de crises e estratégias terapêuticas definidas de acordo com as necessidades de cada usuário.

De acordo com o Ministério da Saúde, os CAPS são serviços de atendimento contínuo e acompanhamento singularizado que também podem realizar acolhimento de crises. No caso dos CAPS III, o funcionamento é 24 horas, inclusive nos finais de semana e feriados, com acolhimento noturno. A rede também prevê a articulação desses serviços com UBSs, hospitais gerais, UPAs, SAMU e outros pontos de atenção, conforme a necessidade de cada caso.

A diferença é importante: o CAPS III não substitui os serviços de urgência e emergência nem funciona como hospital de internação prolongada. Na RAPS, o cuidado é organizado de forma integrada, buscando manter o usuário no território e ampliar sua autonomia e seus vínculos sociais sempre que possível.

Esse modelo está alinhado às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que defendem o fortalecimento de serviços de saúde mental de base comunitária, centrados na pessoa e fundamentados na proteção dos direitos humanos. A OMS destaca a importância de sistemas integrados e de serviços que favoreçam o cuidado na comunidade, em vez da institucionalização como resposta predominante ao sofrimento psíquico.

No Brasil, essa lógica também está prevista na Lei Federal nº 10.216/2001, que estabelece, em seu artigo 4º, que a internação somente deve ser indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes. A legislação determina ainda que o tratamento tenha como finalidade permanente a reinserção social do paciente em seu meio e veda a internação em instituições com características asilares.

É nesse contexto que se encaixa o funcionamento 24 horas do CAPS III. O acolhimento noturno não significa transformar a unidade em um hospital de longa permanência. Trata-se de um recurso terapêutico destinado a situações em que o usuário necessita de acompanhamento mais intensivo e contínuo, inclusive durante a noite, dentro de seu projeto de cuidado.

O próprio Ministério da Saúde estabelece que, nos CAPS III, o acolhimento noturno integra as possibilidades terapêuticas do serviço. A permanência durante a noite e nos finais de semana pode ser utilizada em situações de maior comprometimento psíquico e como estratégia para evitar o agravamento de crises e internações psiquiátricas.

O CAPS III Verdão terá capacidade para realizar cerca de 2.400 atendimentos por mês. O parâmetro assistencial prevê atendimento de até 40 usuários por turno, com limite de 60 usuários por dia em regime intensivo, além da oferta de acolhimento noturno conforme as necessidades estabelecidas no Projeto Terapêutico Singular (PTS).

O PTS é construído de acordo com as necessidades de cada usuário e orienta as formas de acompanhamento, que podem envolver atendimentos individuais, grupos, atividades terapêuticas, ações comunitárias e, nos casos mais complexos, acolhimento noturno. Segundo o Ministério da Saúde, quando o usuário não é inserido no CAPS, a equipe deve articular o cuidado em outro ponto da RAPS.

Enquanto o CAPS III Verdão não entra em funcionamento, os usuários continuam sendo acompanhados normalmente pelo CAPS II Verdão, localizado a poucos metros da nova unidade.

Atualmente, o CAPS II Verdão possui 312 pacientes ativos, que seguem recebendo atendimento normalmente pela equipe. Dessa forma, a implantação da nova estrutura não representa interrupção da assistência aos usuários que já fazem acompanhamento pela rede municipal.

A obra do CAPS III Verdão havia sido iniciada anteriormente, mas acabou paralisada em 2024. Com a retomada pela atual gestão, o espaço está sendo concluído e estruturado para receber o novo serviço.

A ampliação da estrutura ocorre diante da demanda crescente por atendimento especializado. Desde 2025, os CAPS municipais de Cuiabá registraram cerca de 30 mil atendimentos. Somente entre janeiro e maio de 2026, 1.360 novos usuários acessaram esses serviços.

Com a entrega prevista para novembro, o CAPS III Verdão deverá ampliar a capacidade assistencial da rede municipal e oferecer uma modalidade de cuidado intensivo e contínuo, integrada aos demais serviços da RAPS.

A proposta, portanto, não é criar mais uma estrutura hospitalar, mas fortalecer a rede territorial de saúde mental, oferecendo atendimento especializado, acolhimento de crises e acompanhamento contínuo, com cuidado organizado de acordo com a necessidade de cada usuário e articulado aos demais pontos da rede de saúde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Salas Acolher + Saúde fortalecem rede de proteção com atuação integrada em Cuiabá

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Mulheres em situação de violência contam com atendimento integrado e mais próximo de casa por meio das Salas Acolher + Saúde, estratégia da Prefeitura de Cuiabá que ampliou de dois para quatro os espaços destinados ao acolhimento. As salas funcionam em Unidades de Saúde da Família (USFs) e integram as ações das secretarias municipais de Saúde e da Mulher.

Atualmente, as Salas Acolher + Saúde estão instaladas nas USFs Jockey Clube, Grande Terceiro, CPA 4 e Ribeirão da Ponte. Nesses espaços, as mulheres recebem atendimento multiprofissional, de acordo com as necessidades apresentadas. Entre os profissionais disponíveis estão psicólogos, enfermeiros, médicos, odontólogos, nutricionistas e assistentes sociais.

De acordo com a secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, a integração entre as duas secretarias permite encaminhar as mulheres de acordo com as necessidades identificadas durante o atendimento. “As Salas Acolher + Saúde são uma estratégia da Prefeitura de Cuiabá para ampliar o atendimento às mulheres em situação de violência. A Secretaria da Mulher trabalha integrada com a Secretaria de Saúde, de maneira que as mulheres que estejam em situação de violência tenham real atendimento dentro da Prefeitura de Cuiabá”, destacou.

O fluxo entre os serviços das duas secretarias funciona nos dois sentidos. Mulheres atendidas nas unidades de saúde podem ser encaminhadas aos serviços da Secretaria da Mulher, enquanto aquelas que chegam primeiro à rede de proteção também podem ser direcionadas para atendimento na área da saúde.

A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Thaís Silva de Brito Sobrinho, destaca que a ampliação dos espaços permitiu descentralizar o atendimento e aproximá-lo dos bairros. “Anteriormente nós tínhamos duas Salas Acolher + Saúde. Hoje nós temos quatro, ou seja, nós duplicamos para que essas mulheres tenham mais acesso e, principalmente, dentro do território, garantindo que cada regional de saúde tenha pelo menos uma sala”, afirmou.

Cinara também enfatizou que as Salas Acolher + Saúde funcionam como porta aberta. “Isso significa que a mulher não precisa morar na região onde está localizada a unidade para buscar atendimento. Ela pode procurar qualquer um dos quatro espaços e será acolhida pela equipe”, completou.

Com foco na descentralização do atendimento, a Prefeitura de Cuiabá substituiu as antigas Salas da Mulher das UPAs pelas Salas Acolher + Saúde, ampliando o acesso e fortalecendo a rede de proteção às mulheres. Em casos de violência sexual ocorridos em até 72 horas, a orientação é procurar o Hospital Universitário Júlio Muller, onde funciona o Projeto Ipê.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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