Agricultura
Oferta alta pressiona preço do algodão, mas óleo segue valorizado
Agricultura
O cenário do algodão em Mato Grosso segue sendo de muita oferta, pressionando as cotações para baixo. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o valor pago pela arroba caiu 1,7% na semana e fechou em R$ 108,28.
Isso acontece porque há bastante algodão disponível no estado: muitos produtores já entregaram a safra, e os estoques continuam elevados, deixando os compradores menos apressados para fechar negócio e, com isso, limitando qualquer subida de preço.
Enquanto o preço da pluma recua, o óleo de algodão vem valorizando. Em uma semana, o valor do óleo subiu 1% e chegou a R$ 6.085,71 por tonelada, mostrando que a procura segue firme, especialmente pelas indústrias de alimentos e também pelo setor de biodiesel.
Para o produtor rural, a lição é clara: preço depende de oferta e procura. Com muita pluma circulando, talvez seja hora de planejar com cuidado, seja segurando parte da produção para buscar melhores cotações mais adiante, seja aproveitando agora os bons preços pagos pelo óleo de algodão.
Ficar de olho nos estoques, acompanhar os boletins do Imea e entender o ritmo do mercado são estratégias que ajudam a driblar a fase de pressão nos preços e buscar renda maior mesmo num cenário competitivo.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre
As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.
Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.
O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.
A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.
No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.
Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.
O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.
Fonte: Pensar Agro
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