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Frente fria avança sobre o Centro-Sul e traz alerta de geada para o campo

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A massa de ar frio de origem polar que atua sobre o Centro-Sul do Brasil mantém o risco de geada para esta terça-feira (07.07) e quarta-feira (08), segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Embora a previsão indique uma perda gradual de força do frio intenso nas próximas madrugadas, a condição de estabilidade atmosférica e baixas temperaturas exige monitoramento constante nas lavouras.

A entrada da massa de ar frio de origem polar exige alteração imediata no cronograma operacional das fazendas. Para o produtor rural, a frente não é apenas um evento meteorológico, mas um fator de restrição técnica que impõe medidas de contingência contra o risco de geada e o estresse hídrico.

No Sul do país, o risco de geada obriga o monitoramento intensivo das lavouras de inverno. Em áreas de maior altitude, onde a temperatura pode atingir marcas negativas, a atenção deve se concentrar na proteção de cultivos sensíveis, com o acompanhamento rigoroso dos termômetros durante o período crítico, entre a madrugada e o início da manhã. O produtor deve estar atento à umidade do solo, fator determinante para a proteção térmica dos tecidos vegetais.

No Sudeste, o avanço do sistema de baixa pressão altera as condições de manejo. A redução da temperatura e a nebulosidade esperadas para esta quarta-feira (8) em São Paulo e no Rio de Janeiro impõem cautela quanto ao calendário de pulverizações e tratos culturais, que podem sofrer interferência direta das condições climáticas.

O cenário é de alerta redobrado no Centro-Oeste. Enquanto o frio se concentra no Sul, a ausência de umidade — com índices oscilando entre 12% e 20% em Goiás e Mato Grosso — impõe um risco operacional severo: a proliferação de focos de incêndio. O manejo de pastagens e a manutenção de aceiros tornam-se, neste momento, itens obrigatórios na estratégia de proteção do patrimônio rural. O regime de irrigação, por sua vez, deve ser ajustado para otimizar o uso da água, dado que a evapotranspiração elevada exige eficiência máxima para evitar o estresse das plantas em fase de desenvolvimento.

A previsão é que o regime de estabilidade atmosférica e o frio intenso persistam até a quinta-feira (9). A partir de sexta-feira (10), a tendência é de mudança no padrão climático no Sul, com o retorno de chuvas que deverão aliviar o tempo seco e permitir a retomada das operações de campo em condições ideais.

Fonte: Pensar Agro

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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