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Conab aponta clima favorável e bom desempenho das lavouras em agosto

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O Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) divulgado nesta sexta-feira (29.08) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que agosto apresentou condições climáticas positivas para a agricultura brasileira. Chuvas regulares, temperaturas adequadas e umidade do solo beneficiaram o desenvolvimento de diferentes culturas no país.

No Centro-Oeste, o clima quente e seco favoreceu a colheita do algodão e do milho safrinha, acelerando o escoamento da produção. No Sealba – região que reúne Sergipe, Alagoas e Bahia –, a umidade no solo sustentou o bom desempenho do feijão e do milho da terceira safra. Já nas regiões Norte e leste do Nordeste, os maiores volumes de chuva ajudaram a manter o ritmo da produção, fortalecendo o ciclo de grãos e fibras.

No Sul, as condições também foram positivas para os cultivos de inverno. O Rio Grande do Sul avançou para a fase de enchimento de grãos, enquanto o Paraná recuperou a umidade necessária com chuvas pontuais. Em Santa Catarina, parte das lavouras entrou em florescimento, com desempenho considerado bom, apesar de falhas isoladas de germinação. Geadas registradas em algumas áreas não provocaram danos significativos ao trigo, que ainda estava em fase vegetativa.

A Conab destaca ainda que os índices de vegetação medidos por satélite se mantêm acima da média histórica. Mesmo em áreas que registraram queimadas pontuais ou preparo de solo para novos cultivos, o desempenho das lavouras segue robusto. O balanço de agosto reforça a expectativa de estabilidade na safra de inverno do Sul e de avanço na colheita de milho e algodão no Centro-Oeste, consolidando um cenário climático favorável para a reta final do ciclo 2024/2025.

Fonte: Pensar Agro

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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