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Definidos governadores em 5 estados e no DF; eleito no AM, Omar deixa Senado

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Foram definidos neste domingo (25) os governadores das seis unidades da federação cujas disputas tiveram segundo turno. Entre os eleitos está o senador Omar Aziz (PSD-AM). Ele assume em janeiro o comando do Amazonas, 16 anos após ter sido eleito pela primeira vez para o mesmo cargo.

A vitória de Omar impacta a composição do Senado. Eleito senador em 2014 e reeleito em 2022, deixa sua cadeira em favor da primeira suplente, Cheila Moreira (PT), para um mandato que vai até janeiro de 2031.

Além do Amazonas, os eleitores de outros quatro estados e do Distrito Federal escolheram seus governadores no segundo turno. Os senadores Alan Rick (Republicanos) e Professora Dorinha Seabra (União), que estavam na disputa, respectivamente, pelos governos do Acre e do Tocantins, não conseguiram se eleger. Ambos têm mandato como senadores até 2031. 

A votação encerra a disputa pelos governos estaduais nas eleições de 2026, após o primeiro turno realizado em 4 de outubro. Os governadores eleitos tomarão posse em 6 de janeiro de 2027, conforme o calendário constitucional, para um mandato de quatro anos.

Acre

A ex-senadora Mailza Assis (PP) continuará no cargo de governadora, tendo obtido 66,21% dos votos válidos. O senador Alan Rick (Republicanos) totalizou 33,79% dos votos.

Nascida em 1976 em Mundo Novo (MS), Mailza é formada em pedagogia. Foi secretária municipal de Administração e de Assistência Social e Cidadania em Senador Guiomard (AC). Em 2014, foi eleita suplente no Senado, na chapa de Gladson Cameli. Assumiu a vaga em 2019, quando Cameli deixou o mandato para assumir o governo do Acre. Em 2022, foi eleita vice-governadora, assumindo o governo em abril de 2026, quando Cameli renunciou ao cargo para disputar uma vaga no Senado. A vice-governadora eleita é Jéssica Sales (MDB), médica e ex-deputada federal.

Amazonas

Omar Aziz foi eleito governador com 61,42% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo Seffair (PL) alcançou 38,58% dos votos.

Omar tem 68 anos. É engenheiro civil e senador pelo Amazonas. Nascido em Garça (SP), iniciou sua trajetória política em Manaus e já exerceu os cargos de deputado estadual, vice-prefeito da capital e vice-governador do estado. Elegeu-se governador do Amazonas em 2010 e senador em 2014. No Senado, onde iniciou seu primeiro mandato em 2015, ganhou projeção nacional ao presidir a CPI da Pandemia, em 2021. Foi reeleito senador em 2022. Recentemente, foi relator da proposta de emenda à Constituição que acabou com a escala 6×1, promulgada como a Emenda Constitucional 141. A vice-governadora será Alessandra Campelo (PSD), deputada estadual que está no quarto mandato consecutivo.

Distrito Federal

Celina Leão (PP), eleita com 57,18% dos votos válidos, continuará no governo do Distrito Federal. Leandro Grass (PT) totalizou 42,82%.

Nascida em Goiânia em 1977, Celina é formada em administração de empresas e direito. Iniciou a carreira política em 2006, como secretária da Juventude do Distrito Federal. Foi eleita deputada distrital em 2010 e 2014. Presidiu a Câmara Legislativa no biênio 2015-2016. Em 2018, foi eleita deputada federal. Nas eleições de 2022, foi eleita vice-governadora. Assumiu o cargo de governadora em abril de 2026, após a renúncia de Ibaneis Rocha. Seu vice será Gustavo Rocha (Republicanos).

Espírito Santo

Os eleitores do Espírito Santo escolheram Lorenzo Pazolini (Republicanos) como novo governador do estado. Ele teve 52,17% dos votos válidos, enquanto o atual governador, Ricardo Ferraço (MDB), ficou com 47,83%.

Natural de Vitória, Pazolini é delegado de polícia e bacharel em direito. Iniciou a carreira política em 2018, quando foi eleito deputado estadual pelo Espírito Santo. Dois anos depois, conquistou a prefeitura de Vitória e foi reeleito em 2024, com 56,22% dos votos válidos. Em 2026, deixou o comando da capital capixaba para disputar o governo estadual. A vice-governadora na chapa de Pazolini é Eliane Leal Vieira (PL).

Rio Grande do Norte

Cadu de Lula (PT) foi eleito para o governo do Rio Grande do Norte com 50,77% dos votos válidos, enquanto Allyson Bezerra (União) ficou com 49,23%.

O governador eleito tem 48 anos e disputava pela primeira vez um cargo eletivo. Nascido no Rio de Janeiro, é graduado em engenharia da computação e mestre em engenharia de produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Auditor fiscal do estado a partir de 2005, foi nomeado secretário estadual de Tributação em 2019, pela governadora Fátima Bezerra. Quatro anos depois, assumiu a Secretaria da Fazenda. De 2023 a 2025, também presidiu o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Deixou o governo em março de 2026 para concorrer ao Executivo potiguar.

A vice-governadora na chapa de Cadu de Lula é Larissa Rosado (PSB).

Tocantins

O deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do Tocantins com 64,53% dos votos válidos. A senadora Professora Dorinha Seabra (União) somou 35,47% das preferências dos eleitores.

Vicentinho Júnior é natural de Goiânia, tem 41 anos, e é filho do ex-senador e ex-deputado Vicentinho Alves. Empresário, em 2014 foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados. Foi reeleito em 2018 e 2022. Em 2024 chegou a se licenciar do mandato, para assumir o cargo de secretário extraordinário de Ações Estratégicas do Tocantins. Retornou ao mandato de deputado federal em outubro do mesmo ano. 

O vice-governador na chapa de Vicentinho Júnior é Amélio Cayres (MDB), deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Presidente do TSE confirma reeleição de Lula e faz balanço do pleito

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, confirmou na noite deste domingo (25) a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o mandato de 2027 a 2030.

Em entrevista na sede do TSE, ele registrou que ligou para os dois candidatos para informar o resultado do pleito. Nunes Marques relatou que parabenizou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela campanha. Para Lula, destacou sua “expressiva vitória nas urnas”.

— Sua trajetória atravessa diferentes períodos da história democrática brasileira. O presidente Lula venceu quatro disputas presidenciais — registrou o ministro, que ainda parabenizou os seis novos governadores eleitos no segundo turno.

Segundo Nunes Marques, esta noite não pertence apenas às chapas eleitas, mas pertence principalmente ao eleitor brasileiro. Ele elogiou a Justiça Eleitoral e destacou que 128 milhões eleitores exerceram o direito ao voto. Já a abstenção foi de 19,21%, número menor que os 21,08% registrados no primeiro turno. O ministro disse que a queda na abstenção é importante, principalmente diante dos relatos que apontam que muitos eleitores tiveram dificuldade para votar.

— A Justiça Eleitoral organiza o pleito de forma a dar a máxima comodidade para o eleitorado — afirmou, acrescentando que o eleitor pode indicar o lugar que considera melhor para votar.

Prorrogação

Nunes Marques disse que a eventual insuficiência de transporte para os eleitores será apurada pela Justiça Eleitoral. Segundo o ministro, a decisão do STF de prorrogar a votação até as 19h gerou dificuldades no processo eleitoral (leia mais abaixo). Ele afirmou que assim que recebeu o pedido de prorrogação, buscou informações junto às prefeituras locais e tribunais regionais. 

Nunes Marques disse que nunca houve prorrogação de horário de votação na história do TSE. Ele fez questão de ressaltar que não endereçava críticas à decisão do STF, mas ponderou que os efeitos da suposta falta de transporte não impactaram significativamente a apuração.

— Não é uma decisão convencional. Prorrogar uma eleição é possível, mas precisa ser pensada e estruturada — declarou o ministro, ao negar que tenha demorado para tomar uma decisão e elogiar a equipe técnica do TSE, que suspendeu a divulgação dos votos já recebidos.

Segundo Nunes Marques, apesar da “condição inusitada”, o TSE conseguiu contornar todas as dificuldades de última hora. Ele lembrou que as urnas já fechadas impedem a reabertura para nova votação.

— Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Houve a prorrogação, na forma que foi decidida. A Justiça Eleitoral cumpriu a decisão e logo após demos fluência à apuração, à totalização e à divulgação. Temos absoluta segurança do processo eleitoral — afirmou.

O presidente do TSE ainda informou que das 499 mil urnas, apenas 1.551 precisaram ser substituídas, o que representa apenas 0,31% do total. Ele ainda disse que recebeu observadores internacionais, que reforçaram a capacidade técnica e a transparência do TSE. Segundo o ministro, não foi registrada interferência externa no pleito nacional.

— As eleições de 2026 representam, além da execução bem-sucedida de mais uma etapa da nossa vida democrática, um marco na forma como a Justiça Eleitoral se relaciona com a sociedade, organiza seus serviços e se prepara para os desafios do presente e do futuro — afirmou o presidente do TSE, destacando as medidas inclusivas da Justiça Eleitoral.

Nunes Marques estava acompanhado de outros ministros do TSE; do procurador geral da República, Paulo Gonet; e do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Ele ainda agradeceu o trabalho de todos os envolvidos no processo eleitoral e não quis responder a perguntas.

Confusão

O fim da votação neste domingo foi marcado por confusão. Pela manhã e início da tarde, houve muitas denúncias de falta de ônibus em várias cidades, principalmente nos estados de São Paulo e Bahia. A situação estaria prejudicando o transporte de eleitores.

Às 13h22, a Coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Lula, pediu ao TSE a prorrogação do horário de votação em Lauro de Freitas, Feira de Santana e Salvador, na Bahia, com o objetivo de contornar a dificuldade de transporte. Às 15h42, houve um acréscimo ao pedido, citando vários outros estados.

Conforme divulgado pela imprensa, a campanha de Flávio Bolsonaro também pediu ao TSE que a votação fosse estendida até as 19h, mas com o argumento de que a chuva e a falta de energia teriam prejudicado os eleitores em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Com a demora para sair uma decisão no TSE, a coligação Brasil Pronto Pra Mais acionou o STF, pouco antes das 16h. Então o ministro Cristiano Zanin determinou que a votação fosse prorrogada até as 19h. A divulgação da decisão ocorreu às 17h02.

As seções já haviam encerrado a votação e o TSE chegou a divulgar a apuração de 0,25% das urnas. Zanin, então, acrescentou que a decisão valia somente para as seções com urnas ainda abertas. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou pelo cumprimento da decisão do STF. Assim, às 19h, houve o encerramento definitivo da votação e o TSE voltou a totalizar os votos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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