Cultura
Coleção de cordel de Liêdo Maranhão ganha mostra em Olinda
Cultura
Uma das referências como colecionador da Literatura de Cordel brasileira – Liêdo Maranhão – terá parte de seu acervo disponível ao público a partir deste sábado, em Olinda, Pernambuco. A Casa da Memória Popular abrirá para visitação a exposição “100 Anos de Liêdo Maranhão – A Política no Universo do Cordel”. 

Cerca de 120 folhetos de cordel da coleção particular de Liêdo estarão expostos na Casa da Memória Popular, espaço cultural fundado pelo próprio cineasta, escritor, pesquisador e colecionador pernambucano. A exposição também é uma homenagem ao centenário de nascimento do cineasta, ocorrido em 2025. Ele faleceu em 2014, no Recife.
As publicações em cordel presentes na exposição trazem um recorte da política brasileira entre as décadas de 1960 e 1990 pelo olhar dos poetas populares. Por meio das rimas, narrativas e imagens das tradicionais xilogravuras, os cordelistas escrevem sobre fatos históricos, personalidades políticas, questões sociais e as transformações pelas quais o Brasil passou nos últimos 40 anos do século passado.
A exposição conta com trabalhos dos cordelistas José Bernardo da Silva, Manoel D’Almeida Filho, J. Borges, Rodolfo Coelho Cavalcante, Heleno Francisco, entre outros.
A mostra deve ficar aberta ao público pelos próximos 45 dias. A visitação acontece de terça a sábado e precisa de agendamento.
Liêdo Maranhão se dedicou, entre outras funções, à pesquisa e preservação da cultura popular, reunindo mais de 25 mil peças relacionadas ao assunto.
Cultura
Bienal de Curitiba reúne mais de 300 artistas de 38 países
Mais de 300 artistas de 38 países apresentam seus trabalhos na Bienal Internacional de Curitiba, que ocupa o Museu Oscar Niemeyer e diversos espaços culturais da cidade, como o Museu da Fotografia e o Museu Paranaense. O evento é considerado uma das principais plataformas de arte contemporânea da América Latina. Nesta edição, a bienal retorna para o formato presencial, após ter sido realizada de forma virtual desde 2019. Além dos espaços culturais de Curitiba, a bienal circula por mais de 30 cidades do estado, ampliando o contato da população com os trabalhos apresentados. Em cartaz desde 14 de junho, o evento tem recebido grande público em diferentes locais, como explica uma das curadoras, Tereza de Arruda.

“Havia um hiato desde 2019 de uma bienal presencial. E neste meio tempo muitas coisas evoluíram, se transformaram, mas há ainda uma sede muito grande também de uma vivência in loco física das exposições. Nós podemos confirmar que esta bienal está sendo muito bem visitada, há dias em que há 4.000 visitantes.”
Entre as obras expostas estão pinturas, instalações, performances, trabalhos com inteligência artificial, vídeo arte, fotografia, arte sonora e experiências em realidade aumentada. O tema desta edição é “Limiares”, que propõe reflexões sobre as transformações do mundo contemporâneo e os limites cada vez mais fluídos entre o humano e o tecnológico. A curadora dá mais detalhes.
“Limiares” em si refere-se a um território de passagem, a incertezas e possibilidades onde a arte pode atuar como uma mediadora entre saberes, linguagens e temporalidades. E acreditamos que estamos vivendo entre um momento de passagem que é este contraponto entre o humano e o tecnológico, o natural e o artificial. E por isso, dentro desta ideia de “Limiares”, que é o nosso tema da bienal, as obras exploram relações entre arte, ciência, tecnologia e também ecologia.
O principal núcleo do evento é o Museu Oscar Niemeyer, onde a bienal ocupa as salas expositivas e outros locais simbólicos da instituição, como “O Olho”, estrutura grandiosa externa ao espaço, apoiada em torres, que se conecta ao prédio. Tereza de Arruda fala sobre o que o visitante pode acompanhar no Olho.
Exatamente para este espaço nós convidamos uma artista que tem uma potência muito grande de ocupação espacial, que é Chiharu Shiota. E para a participação dela foi construída, com um chamado público, a colaboração com pessoas que podiam enviar para Chiharu Shiota uma carta. E nessa carta cada um se descrevesse mais ou menos como que a pessoa é, porque a Chiharu ela entende que essas conexões abstratas elas têm a representatividade de uma rede.
O evento acontece também em espaços públicos da capital paranaense, com exibição de obras de vídeo arte em TVs do sistema integrado de transporte e ações em realidade aumentada em terminais e estações. A bienal vai até o dia 15 de novembro, com ingressos a partir de R$ 18.
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