Cultura
Caprichoso e Garantido disputam 59ª edição do Festival de Parintins
Cultura
A Ilha Tupinambarana vive o clima de um dos maiores espetáculos culturais do planeta: o Festival Folclórico de Parintins.

A edição número 59 do evento começou na noite desta sexta-feira (26) e segue até este domingo, na cidade amazonense.
O festival é marcado pela disputa entre Caprichoso e Garantido na arena do Bumbódromo, que reúne tradição, arte e identidade amazônica.
Com alegorias monumentais, rituais indígenas, toadas inéditas e apresentações inspiradas nos povos da floresta, os dois bois encantam moradores e visitantes em um espetáculo reconhecido como o maior festival folclórico a céu aberto do mundo.
Nas três noites de apresentações, o Caprichoso leva para a arena o tema “Brinquedo que Canta Seu Chão”, valorizando a cultura amazônica e a trajetória de artistas, brincantes e torcedores do boi da estrela azul. As toadas ganham voz na interpretação de Patrick Araújo, reforçando a emoção da apresentação azulada.
Já o Garantido aposta no tema “Parintins: Portal do Encantamento”, destacando a ancestralidade, os batuques e as encantarias da ilha na busca pelo bicampeonato. As toadas do boi vermelho são interpretadas por David Assayag, um dos grandes nomes da história do festival.
As apresentações começam sempre às 20h30, no horário do Amazonas. Em todas as noites, o Caprichoso abre a programação, e o Garantido encerra o espetáculo. Os bois são avaliados por um júri especializado em 21 quesitos, que analisam desde evolução e alegorias até itens individuais e musicais.
A disputa movimenta a economia local, fortalece o turismo e projeta a cultura amazônica para o Brasil e o mundo. A apuração das notas vai ocorrer na segunda-feira (29), quando será conhecido o campeão da 59ª edição.
Em Parintins, azul ou vermelho, a certeza é uma só: o festival celebra a cultura, a emoção e o orgulho de ser amazônida.
Cultura
Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira
Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:
“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”
Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.
A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:
“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”
A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.
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