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PL deixa convenção para o prazo final e amplia articulações por alianças em Mato Grosso

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O Partido Liberal (PL) definiu que sua convenção estadual em Mato Grosso será realizada em 5 de agosto, data que encerra o período permitido pela Justiça Eleitoral para a homologação de candidaturas e formação de alianças partidárias. A informação foi confirmada pelo presidente estadual da legenda, Ananias Filho.

A escolha do último dia do calendário eleitoral faz parte de uma estratégia da sigla para prolongar as conversas políticas e ampliar as possibilidades de composição antes da oficialização das chapas.

Segundo Ananias, a intenção é aproveitar todo o prazo disponível para avançar nas negociações com possíveis aliados e fortalecer o projeto eleitoral do partido no Estado.

“É o último prazo das convenções, vai ser esse o nosso dia. Para esgotar o máximo possível de condições para novas alianças”, afirmou o dirigente partidário.

Até o momento, o PL possui acordo formalizado apenas com o Partido Novo. Mesmo assim, a direção partidária avalia que ainda há espaço para construir novas alianças e ampliar a base de sustentação política antes das definições oficiais.

As convenções partidárias são etapas fundamentais do processo eleitoral, já que nelas são homologadas as candidaturas e formalizadas as coligações e federações. Neste ano, os encontros devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

Durante as convenções, os partidos oficializam os candidatos aos cargos de governador, vice-governador, senador e suplentes, além dos postulantes à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. No cenário nacional, também são confirmadas as candidaturas à Presidência e à Vice-Presidência da República.

Ao optar pela última data disponível, o PL sinaliza que pretende manter as tratativas políticas em andamento até o encerramento do prazo legal, na expectativa de consolidar novas alianças para a disputa eleitoral em Mato Grosso.

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Comissão aprova política de proteção a operadoras de telemarketing contra automação e IA

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Política Nacional de Valorização e Proteção das Trabalhadoras Operadoras de Telemarketing.

O objetivo é oferecer qualificação profissional e proteger as trabalhadoras de demissões causadas pela automação ou pelo uso de inteligência artificial (IA).

Entre as medidas, que serão coordenadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estão previstas:

  • reuniões entre governo, empresas e trabalhadoras;
  • a oferta de cursos de qualificação para áreas de tecnologia; e
  • o incentivo ao empreendedorismo.

A proposta também determina que as empresas ofereçam condições de trabalho que protejam a saúde das trabalhadoras. Isso inclui jornadas e pausas adequadas, mobiliário apropriado, liberdade para usar o banheiro quando necessário e ações para prevenir o assédio moral e sexual.

A comissão aprovou a versão da relatora (substitutivo), deputada Erika Hilton (Psol-SP), que mantém os principais pontos do Projeto de Lei 2777/24, da deputada Silvye Alves (União-GO), mas formaliza a criação da política sob a coordenação do MTE.

O novo texto prevê o acompanhamento do setor de telemarketing com dados sobre raça e salários, reforça a fiscalização com base nas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e dá prioridade à capacitação digital das profissionais para enfrentar os impactos da automação e da inteligência artificial.

A proposta estabelece ainda que as medidas poderão ser aplicadas a atividades semelhantes às do telemarketing.

Próximas etapas
A proposta, já aprovada também na Comissão de Comunicação, ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Oliveira

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