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Plataforma amplia acesso a línguas reconhecidas no Brasil

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Pesquisas em andamento e estudos sobre línguas já inventariadas e reconhecidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) agora podem ser acessados por qualquer pessoa através de uma nova plataforma digital.

A ferramenta “Inventário Nacional da Diversidade Linguística”, uma parceria do Instituto com a Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília, já está disponível através do endereço indl.iphan.gov.br. Na página, é possível acessar mais de 2 mil itens, entre documentos, fotografias, vídeos, gravações sonoras e estudos sobre línguas já inventariadas e reconhecidas pelo Iphan, além de pesquisas em andamento sobre o assunto.

A expectativa é que o arquivo virtual também amplie a participação social na construção do inventário, já que através do novo sistema, cidadãos, pesquisadores, instituições e comunidades poderão solicitar a inclusão de línguas ainda não registradas e sugerir complementações aos inventários já existentes. Outro resultado esperado é que ele contribua para a formulação de políticas públicas voltadas à salvaguarda das línguas inventariadas.

Atualmente, o Brasil abriga centenas de línguas pertencentes a diferentes grupos sociais e culturais, incluindo línguas indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, além das diversas variedades regionais do português. Nesse cenário, o “Inventário Nacional da Diversidade Linguística” foi criado em 2010 como mais um instrumento de identificação, documentação e valorização das línguas que compõem a diversidade cultural brasileira.


Fonte: EBC Cultura

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Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:

“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”

Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.

A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:

“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”

A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.




Fonte: EBC Cultura

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