Cultura
História e ancestralidade do Rio Vermelho é tema de mostra em Salvador
Cultura
25 artistas baianos se reuniram com um mesmo objetivo: resgatar a ancestralidade, a história e a memória do Centro Histórico e do Rio Vermelho, em Salvador. A partir daí, surgiu a mostra “Pelourinho: Ecos de Pedra, Mar e Encantaria do coração da cidade ao Rio Vermelho”.

A exposição faz parte do projeto Arte em Toda Parte, e está em cartaz na Confraria das Ostras, no Rio Vermelho.
Participam do projeto os artistas Uncas Celuque, Fred Sá, Gabriela Cruz, Pico Garcez, Vini Dendê e o Coletivo Fuerza Natura, além da curadora do Projeto Arte em Toda Parte, Tati Sampaio, entre outros.
E para compor os trabalhos, os expositores escolheram uma série de linguagens artísticas como uso de cerâmica, pintura e escultura, que refletem as heranças afrodiaspóricas e os vestígios urbanos do Pelourinho, marco da história do Brasil e da Bahia.
Segundo Tati Sampaio, o conceito central da mostra está ligado à encantaria, elemento presente em diversas tradições culturais brasileiras e que representa aquilo que transcende a matéria.
A exposição fica em cartaz até 4 de julho.
Cultura
Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira
Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:
“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”
Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.
A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:
“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”
A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.
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