Sorriso
“Sorriso 40 anos – A história de nossa gente” será lançada nesta quarta-feira, dia 20
Sorriso
O trabalho, idealizado pela Revista Fator MT conta com o apoio da Prefeitura de Sorriso e celebra os 40 anos
Essa quarta-feira, 20 de maio, reserva um momento especial para Sorriso: o lançamento de 85 biografias de pessoas que viveram e vivem Sorriso, presenciaram e presenciam a história acontecendo com o projeto “Sorriso 40 anos – A história de nossa gente”. O trabalho, idealizado pela Revista Fator MT conta com o apoio da Prefeitura de Sorriso e celebra os 40 anos de emancipação política-administrativa comemorados em 13 de maio de 2026.
Contudo, para entender o processo de criação e consolidação da Capital Nacional do Agronegócio, a história contada se inicia ainda antes dos 40 anos de emancipação político-administrativa, partindo da epopeia que foi sonhar, demarcar e fundar uma cidade em meio ao cerrado ainda na década de 70. O momento especial, que será realizado no Centro de Eventos Ari José Riedi, contará com shows dos artistas sorrisenses Gabriel Marcolan, Júlia Paz e Maria Izabel Bedin.
Diretor geral da Fator MT, Luciano Monteiro, pontua que Sorriso tem uma história densa e rica que merece ser muito bem contata. “O projeto iniciou ainda em janeiro de 2025, mais de 20 pessoas trabalharam na missão de propagar e registrar um pouco da história de Sorriso”, detalha. “Passamos pelo pioneirismo dos desbravadores das décadas de 70 e 80 e chegamos ao pioneirismo moderno dando voz a quem escolheu viver Sorriso, inclusive até nos dias atuais”, reforça.
Para escrever as várias biografias em que várias vozes se somaram – a equipe ouviu e reviveu a memória de mais de 200 pessoas no total – várias mãos se uniram: o trabalho foi conduzido pelos jornalistas Claudia Lazarotto, Janaína Oliveira, Jamerson Mileski e Nádia Mastella.
“Para mim foi um privilégio, desde fevereiro de 2025 passei a viver as memórias, as dores, as necessidades, as alegrias e os sorrisos de quem lutou para formar e semear essa terra. Não foi um processo fácil cultivar a vila ainda sem nome no início da década de 70: houve muita abdicação e saudade pelo caminho para a Sorriso de hoje; o passado merece ser honrado”, reflete Claudia.
Luciano acrescenta que o projeto engloba várias frentes: além do lançamento dos cinco livros em um box único, também foram produzidos vídeos-documentários para redes sociais exibidos no site da Revista e no Centro Histórico-Cultural Benjamin Raiser de Sorriso. Os vídeos, em que as pessoas compartilham suas histórias, foram organizados em uma linha do tempo batizada de “Museu Virtual” disponível no Centro Histórico.
“O conteúdo do Museu Virtual é resultado de uma ampla pesquisa da equipe da Fator MT, que contou com a curadoria de Maria Amélia de Souza Rossi, coordenadora do Centro Histórico”, destaca Luciano.
O Museu Virtual conta com um painel com oito cenas, que retratam Sorriso em diferentes épocas. Abaixo de cada cena, um objeto correspondente àquela década estará exposto. Esses itens preservados pelo Museu do município foram de fato utilizados por alguém que viveu em Sorriso. No centro desse painel, um monitor apresenta o Museu Virtual, com a linha do tempo interativa.
Os painéis, bem como a ilustração do box que acomoda as biografias foram desenhados pela artista plástica sorrisense Vera Algayer. As duas telas com as cenas que remontam as décadas 60, 70, 80, 90, 2000, 2010, 2020 e preparam a década de 2030 também são obra de Vera.
A artista pintou a obra “O Homem Grato”, especialmente concebida para o projeto Sorriso 40 Anos a História de Nossa Gente, imagem da caixa box, da medalha que será ofertada aos participantes e de um quadro doado pela Fator ao Rotary Club do Município. “O quadro foi posto à leilão e o valor arrecadado será destinado pelo Rotary a instituições filantrópicas que fazem a diferença na vida dos sorrisenses”, explica o diretor.
E a proposta não para por aqui. “Ainda há muito a ser contado”, defende Luciano. “Era impossível retratar a história de tanta gente em tão pouco tempo Por isso, o projeto também foi doado ao Rotary Clube de Sorriso para que o clube dê sequência à proposta e a história de Sorriso continue sendo registrada.
Para o prefeito Alei Fernandes pontua que “são 40 anos de muitas conquistas e muitas glórias. Existe um passado, de quem construiu e quem fez. A proposta aqui é contar uma história grandiosa que envolve a conquista do cerrado e do desenvolvimento de uma extensa região”.
“Quero parabenizar do fundo do coração, a equipe da Fator MT, que se propôs a contar a história da nossa gente, é um momento para ficar registrado para sempre na memória das pessoas quem trouxe Sorriso até aqui”, completa Alei.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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