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Percussionista Paulinho da Costa entra para Calçada da Fama

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Tão marcante quanto o 21 de setembro do grande sucesso da banda Earth Wind and Fire é a batida do percussionista Paulinho da Costa. Apontado como um dos mais importantes músicos do mundo, o brasileiro ganhará uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, nesta quarta-feira (13).

O feito é histórico, pois o carioca de 77 anos será a primeira pessoa nascida no Brasil a receber a homenagem. Criada em 1960, a calçada da fama celebra grandes nomes do cinema, música, TV, rádio, teatro e esportes. A estrela de Paulinho ficará na Vine Street, rua da cidade de Los Angeles, na Califórnia – Estados Unidos.

Entre as mais de 2800 estrelas nas avenidas está a de Carmen Miranda, importante nome do samba nacional, mas que – apesar de ter vindo para o Brasil muito jovem – nasceu em Portugal.

Paulinho da Costa desenvolveu paixão pela música desde a infância, quando batucava nas ruas de Irajá – bairro na zona norte do Rio de Janeiro onde nasceu. Em 1972, após uma apresentação em Ipanema, chamou a atenção do músico Sérgio Mendes, que o levou à Los Angeles para fazer parte de sua banda.

Nas terras americanas o músico brilhou. Ao longo da carreira, atuou em mais de 180 álbuns, com 972 artistas diferentes e em projetos que renderam o total de 59 Grammys, maior premiação da música mundial. 

Ao levar o ritmo brasileiro, inspirado nos batuques das religiões de matriz africana, contribuiu em grandes sucessos como Billie Jean, de Michael Jackson.

Além de Billie Jean, de Michael Jackson, construiu a percussão do álbum “Thriller”, e outras composições solo até a morte do cantor, em 2008.

Por sinal, o Rei do Pop o considerava o maior percussionista do mundo.

E não é para menos, já que ele foi parceiro de outra rainha da música.

No hit “La Isla Bonita”, da Rainha do Pop, Madonna, Paulinho ofereceu seus talentos na construção da música, participou do clipe e escolheu o nome da obra.

Sua versatilidade também se estendeu ao cinema, com contribuições para trilhas sonoras de filmes vencedores do Oscar, como Dirty Dancing, Jurassic Park e A Cor Púrpura.

A cerimônia em homenagem a Paulinho da Costa será às 15h30, no horário de Brasília, com transmissão ao vivo pelo site da Calçada da Fama. 

*Sob supervisão de Fábio Cardoso. 

Fonte: EBC Cultura

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Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana

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No 2 de Julho, as ruas do centro histórico de Salvador não celebram apenas a história. Elas ganham ritmo. Entre os personagens mais marcantes dessa engrenagem cultural estão as fanfarras escolares, que desfilam todos os anos, arrastando multidões e mantendo viva a memória da Independência Baiana.

Sob a liderança de Valteir Menezes, a Banda Marcial da Escola Municipal da Palestina (Bamup) reúne há 15 anos cerca de 60 jovens e veteranos da comunidade em uma rotina rigorosa que lhes rendeu o bicampeonato baiano. O regente, à frente da banda há mais de uma década, fala como surgiu a queridinha do bairro.

“A Bamup nasceu no dia 16 de abril de 2011 na própria sede aqui da Escola Municipal da Palestina. E ela nasceu não como fanfarra da rede, e sim como projeto Mais Educação na época. Um ano depois de ela ter surgido, eu fui convidado pela coordenação da SMED para a banda deixar de fazer parte do projeto Mais Educação para fazer parte das fanfarras da rede municipal. Foi quando recebemos o instrumental em 2012, todo instrumental dela de fanfarra, e daí em diante a gente passou a fazer parte de todos os desfiles cívicos do 2 de Julho de lá até aqui. Nessa trajetória de 15 anos, a fanfarra foi consagrada bicampeã baiana no campeonato que ela disputa desde de 2013. E em 2020, quando acabou a pandemia, nós nos tornamos banda marcial e retornamos as atividades em 2022. Em 2023, a banda foi para a sua primeira disputa como banda marcial e ela foi campeã. Em 2024 também fomos campeões baianos de novo como banda marcial.”


Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação
Slavador (BA), 02/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação

Salvador (BA), 02/07/2026 – FOTO DE ARQUIVO – Fanfarras são tradição em desfiles em memória da Independência Baiana. Foto: Gov BA/Divulgação – Gov BA/Divulgação

A alguns quilômetros da Palestina, a Famtesa, Fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Pirajá, é quem comanda o tom. Mr. Ball, maestro da fanfarra há mais de 25 anos, defende que o projeto, além de ser uma maneira de mostrar que nas comunidades existem muitos jovens talentosos, também é uma ferramenta de transformação social para a juventude local.

“Eu vejo a fanfarra na vida desses jovens na escola de bastante produção. Porque a fanfarra na escola, aqui, por exemplo, ajudou muito a disciplina dos alunos, o interesse deles com estudo. Eles se dedicaram mais aos estudos, diminuiu muito a evasão desses meninos na escola. E o mais importante, ajudou muito com que o tráfico não venha recrutar eles; a música num todo contribuiu muito com isso, pode ter certeza.”

Para além do civismo, o movimento das fanfarras em Salvador cumpre um papel social indispensável nas periferias e escolas públicas, funcionando como refúgio criativo e uma vitrine de talentos durante o ano inteiro.
 


Fonte: EBC Cultura

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