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Formação reúne estagiários para atendimento inclusivo no transporte escolar

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O Centro Municipal de Formação para Profissionais da Educação (CEMFOR) realizou, no último sábado (09), uma formação voltada aos estagiários do transporte escolar e aos profissionais que atuam no acompanhamento de estudantes com deficiência ou transtornos na rede municipal de ensino de Sorriso.

O encontro promoveu momentos de diálogo, troca de experiências e orientações sobre a rotina de trabalho, os desafios enfrentados no dia a dia e a importância do acolhimento humanizado às crianças atendidas pelo serviço.

De acordo com Joaquim Borges de Souza, professor formador do Centro de Formação e responsável pela capacitação dos estagiários do transporte e daqueles que acompanham alunos com deficiência ou transtornos, a formação proporcionou um importante espaço de aprendizado coletivo.

“Foi uma troca de experiência muito enriquecedora. Nós dialogamos sobre o contrato de trabalho feito entre a Semed e essas colaboradoras, além da sensibilidade necessária no atendimento às crianças com deficiência, que demandam uma aproximação diferenciada”, destacou.

Durante a formação, também foram debatidas situações vivenciadas diariamente pelos profissionais, especialmente relacionadas ao deslocamento dos estudantes. Entre os temas abordados esteve a dificuldade de algumas famílias em aceitar que os filhos utilizem o transporte escolar, principalmente nos casos em que os alunos residem na zona rural e o ônibus é a principal forma de acesso à escola.

Outro ponto discutido foi a responsabilidade dos estagiários dentro do transporte escolar e a relação construída com os pais e responsáveis. Segundo os participantes, muitas famílias depositam nos profissionais a confiança pelo cuidado e segurança das crianças durante o trajeto.

“A turma em si é bem dinâmica e participativa. Elas compartilharam as experiências que vivenciam dentro do ônibus com as crianças e a responsabilidade que carregam diariamente. Os pais acabam deixando os filhos sob os cuidados da estagiária, do motorista e da Secretaria de Educação de modo geral, então essa troca foi muito importante”, ressaltou Joaquim.

A formação também trouxe reflexões sobre as diferenças entre o estágio e o trabalho com vínculo empregatício formal. Muitos dos participantes já possuem experiências anteriores no mercado de trabalho e contribuíram com relatos sobre as particularidades da atuação como estagiário.

A iniciativa integra as ações contínuas de formação promovidas pela Secretaria Municipal de Educação, com foco no fortalecimento do atendimento humanizado, inclusivo e seguro aos estudantes da rede municipal.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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